Crises e déficit financeiro ameaçaram o início do calendário escolar, mas, segundo chefe da agência da ONU para os refugiados da Palestina, alunos retornarão às salas de aula de acordo com o planejado.

Comissário-geral da UNRWA, Pierre Krähenbühl, visita a escola Abu Tue’ma em Khan Younis, na Faixa de Gaza, em setembro de 2014, para celebrar o início do novo ano escolar. Foto: UNRWA/Shareef Sarhan
A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) declarou nesta quarta-feira (19) que o ano letivo começará sem atrasos para 500 mil meninos e meninas no Oriente Médio, onde múltiplas crises e um déficit financeiro quase causaram o atraso da abertura das 685 escolas ministradas pela agência da ONU na região.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que está aliviado com a abertura das escolas da UNRWA e ressaltou que “a educação é um direito, e direitos atrasados são direitos negados”.
“Esta conquista não pode ser subestimada em um momento de crescente extremismo em umas das regiões mais instáveis do mundo”, disse o chefe da ONU, que se envolveu pessoalmente no processo de captação de recursos para a UNRWA, levando o problema a níveis políticos mais elevados.
Segundo o comissário-geral da UNRWA, Pierre Krähenbühl, os estudantes palestinos vão voltar para a escola de acordo com o previsto: na Palestina, dia 24 de agosto, na Jordânia no dia 1° de setembro, dia 7 de setembro no Líbano e dia 13 de setembro na Síria.
“A educação é um direito fundamental para as crianças em qualquer lugar do mundo, e nunca deveríamos ter chegado ao ponto de ter o ano escolar da UNRWA com o risco de ser atrasado devido à falta de fundos do nosso orçamento. Mas nós quase chegamos”, conta Krähenbühl, que explicou que tomou esta decisão devido ao papel essencial da educação para a identidade e a dignidade dos refugiados da Palestina e a preocupação com o futuro de 500 mil meninos e meninas.
A UNRWA é financiada quase exclusivamente por contribuições voluntárias, e o apoio financeiro não manteve o ritmo com o aumento da demanda por serviços, causada por um número crescente de refugiados registrados, agravando a pobreza e os conflitos. Saiba como apoiá-la em www.unrwa.org.br