Com o lema ‘Proteja sua comunidade. Faça sua parte’, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou nesta segunda-feira (22), no Brasil, a 17ª edição da Semana de Vacinação nas Américas. Neste ano, a iniciativa é celebrada entre os dias 20 e 27 de abril e conta com a participação de 45 países e territórios da região. É a segunda vez que o Brasil sedia o lançamento da estratégia de imunização.

Carissa Etienne durante lançamento da 17ª Semana de Vacinação das Américas, em Cuiabá (MT). Foto: Ministério da Saúde/Erasmo Salomão
Com o lema Proteja sua comunidade. Faça sua parte, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou nesta segunda-feira (22), no Brasil, a 17ª edição da Semana de Vacinação nas Américas. Neste ano, a iniciativa é celebrada entre os dias 20 e 27 de abril e conta com a participação de 45 países e territórios da região. É a segunda vez que o Brasil sedia o lançamento da estratégia de imunização.
Em visita ao Brasil para a cerimônia de abertura da semana, em Cuiabá (MT), a diretora da OPAS, Carissa Etienne, lembrou que mais de 740 milhões de pessoas já foram vacinadas desde que a mobilização pela vacinação foi criada nas Américas, em 2003.
“Dezessete anos não só nos permitiram alcançar e proteger mais pessoas por meio da imunização e, consequentemente, salvar vidas, mas também nos aprimorar e beneficiar das muitas lições aprendidas ao longo do tempo”, afirmou a chefe da agência da ONU.
As Américas têm liderado historicamente a eliminação de várias doenças preveníveis por vacinas. Foi a primeira região do mundo a erradicar a varíola, em 1974, bem como a poliomielite (1994), a rubéola e a síndrome da rubéola congênita (2015) e o sarampo (2016).
Mas, segundo Carissa, a volta dos surtos de sarampo e de difteria e a ocorrência da febre amarela trazem desafios para o continente americano. Para interromper as ondas de infecção por sarampo na região, é fundamental que os países consigam aumentar a cobertura de vacinação para que pelo menos 95% de toda a população receba duas doses da vacina contra a doença. Esforços de imunização devem incluir profissionais de saúde e populações em situações vulneráveis.
“O sarampo permanece como um problema de saúde pública em todas as outras regiões da Organização Mundial da Saúde (OMS) e casos importados têm sido uma significante ameaça aos países das Américas, onde mais de 17 mil casos foram registrados desde 2017”, enfatizou a especialista.

Chefe da OPAS, Carissa Etienne posa com o Zé Gotinha, mascote das campanhas de vacinação do Brasil. Foto: Ministério da Saúde/Erasmo Salomão
A chefe da OPAS parabenizou o Brasil por ter colocado o aumento da cobertura vacinal entre as suas 35 prioridades estratégicas de saúde.
“O programa de imunização brasileiro é um dos pilares mais sólidos do Sistema Único de Saúde – o SUS. Não apenas contribuiu para a erradicação da varíola e da poliomielite nas Américas, mas também foi responsável por uma redução significante de doenças e complicações – uma conquista altamente louvável”, afirmou Carissa.
Também presente no evento, o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, fez um chamado aos países das Américas e de outras regiões para cooperar e garantir que todas as pessoas sejam imunizadas.
“O Brasil convoca a comunidade internacional para que o mundo se una em torno da vacinação. Os desafios não são somente do sistema de saúde brasileiro, são desafios da humanidade”, ressaltou o chefe da pasta.
De acordo com Mandetta, o Brasil trabalha em uma série de ações para garantir que cada vez mais pessoas estejam protegidas de doenças como o sarampo e a pólio. Em breve, o Ministério da Saúde deve informatizar os cartões de vacinação por meio de um aplicativo, com o intuito de facilitar o acompanhamento do calendário de imunização.
Também participaram do evento delegações dos Ministérios da Saúde da Colômbia, Bolívia, Argentina, Paraguai e Estados Unidos, assim como representantes da Rotary International e do Grupo Técnico Assessor de Imunização para as Américas.
Sobre a Semana de Vacinação nas Américas
A Semana de Vacinação nas Américas teve início em 2003 como parte da resposta a um surto endêmico de sarampo na região. A disseminação da doença ocorreu entre a Venezuela e a Colômbia em 2002. Para evitar esse tipo de emergência no futuro, os ministros da Saúde dos países andinos propuseram a criação de uma iniciativa internacional de imunização coordenada.
Desde a sua criação, a iniciativa tem sido um dos principais propulsores do progresso em imunização nas Américas.
Após o sucesso inicial da estratégia, outras regiões da OMS começaram a criar a sua própria semana de vacinação. A mobilização levou ao estabelecimento da Semana Mundial de Imunização, em 2012. Aprovada na 65ª Assembleia Mundial da Saúde, a iniciativa é realizada oficialmente durante a última semana de abril de cada ano.