Na Argentina, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (INADI) uniram esforços para combater discursos negativos sobre migrantes. Organismos lançaram vídeos que contam as histórias de expatriados do Haiti, Espanha, Honduras, Paraguai, Guiné-Bissau, Rússia, Peru, Guatemala, Colômbia, Itália, Bolívia e Cuba. Todos residem na Argentina.

Claudio Presman, representante do INADI, e Gabriela Fernández, chefe do escritório da OIM na Argentina (última à direita), com migrantes convidadas para o evento de lançamento dos curtas-metragens. Foto: OIM
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) na Argentina e o Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (INADI) lançaram em setembro (26) 13 curtas-metragens para conscientizar a população do país sobre as contribuições positivas dos migrantes. Filmes abordam trajetória de expatriados do Haiti, Espanha, Honduras, Paraguai, Guiné-Bissau, Rússia, Peru, Guatemala, Colômbia, Itália, Bolívia e Cuba. Todos residem na Argentina.
Em evento em Buenos Aires, dirigentes dos dois organismos discutiram os marcos jurídicos que regulamentam a situação de migrantes na nação sul-americana. A OIM e o INADI desenvolvem o projeto Soy migrante, uma campanha para promover os direitos humanos de pessoas de outros países que fizeram morada na Argentina. As produções audiovisuais lançadas pelos paceiros fazem parte da inciativa.
“Estamos trabalhando com a inclusão das pessoas migrantes e é necessário desmontar os discursos que discriminam”, defendeu o representante do Instituto, Claudio Presman. O especialista lembrou que a Argentina é um país que se fez com migrante e que, até hoje, continua recebendo indivíduos de outras nacionalidades. Atualmente, 2 milhões de pessoas no território argentino são estrangeiros.
Em matéria de direitos, a Argentina é um exemplo, uma vez que, devido à Lei Nacional de Migrações nº 25.871, o direito de migrar é formalmente reconhecido pelo Estado. No país, expatriados têm garantido o acesso igualitário — em relação aos argentinos — a serviços sociais, bens públicos, saúde, educação, justiça, trabalho, emprego e seguridade social.
“As histórias incluídas nesta campanha mostram esta visão da Argentina como nação que abre suas portas para a migração”, elogiou a chefe do escritório da OIM na Argentina, Gabriela Fernández. Os vídeos serão amplamente divulgados a partir de outubro.