Segundo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, falhas legislativas e falta de pessoal especializado atrasam ação por parte dos países.

Foto: transCam/Flickr transkamp
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou nesta sexta-feira (16) um estudo sobre os efeitos das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no abuso e exploração de crianças. No documento é explicado que, ainda que esta exploração não seja um fenômeno novo, a era digital agravou o problema e deixou as vítimas mais vulneráveis.
“O ciberespaço é um lugar onde as crianças podem ser atraídas com impunidade, enquanto os predadores sexuais permanecem escondidos”, afirmou o diretor executivo do UNODC, Yury Fedotov.
Assim, “ao lançar este estudo, o UNODC e os seus parceiros estão ajudando a retirar da sombra e a levar à justiça os abusadores de crianças”, explicou Fedotov.
Entre outras observações, os autores do estudo apontam a falha existente em vários países quanto a uma legislação consistente e apropriada que permita, posteriormente, investigações e detenções.
Além disso, a falta de pessoal especializado para liderar este tipo de investigação, bem como a variação na definição de abuso de crianças e exploração, atrasam ainda mais a ação por parte dos países.