Agência da ONU para os direitos humanos pede investigação sobre massacre em Angola

De acordo com o governo, incidentes na província de Huambo teriam matado 20 pessoas. Outros relatos afirmam que as vítimas podem ter chegado a mil.

Palácio das Nações, em Genebra, sede do ACNUDH. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Palácio das Nações, em Genebra, sede do ACNUDH. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

O Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu, nesta terça-feira (12), que o governo angolano garanta “uma investigação verdadeiramente significativa, independente e completa” sobre os relatos de um suposto massacre na província de Huambo, no centro do país africano.

Segundo o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, o governo da região declarou que nove policiais e 13 civis foram mortos em um confronto, quando a polícia tentou prender o líder de uma seita religiosa chamada “Luz do Mundo”.

“Mas outros relatos do incidente afirmam que centenas de seguidores da seita teriam sido mortos”, afirmou Colville. “Há relatos sugerindo até mesmo que o número pode ser superior a mil.”

“Sabemos que o governo lançou um inquérito sobre o incidente e pedimos que uma investigação completa seja conduzida”, disse Colville aos repórteres em coletiva de imprensa na sede da ONU em Genebra (Suíça).