Após o resgate de aproximadamente 6 mil refugiados em alto mar, ACNUR pediu medidas de longo prazo que resolvam as condições precárias dos que fogem pelo mar europeu.

Oficial do ACNUR conversa com alguns dos refugiados resgatados pela marinha italiana. Foto: ACNUR/A. Belrhazi
Na última sexta-feira (11), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) destacou a necessidade de se encontrar “soluções duradouras” para os refugiados que se deslocam pelo mar Mediterrâneo. O aviso vem após o resgate, pela marinha italiana, de quase 6 mil refugiados que deixaram a Líbia em barcos lotados – somente nos últimos quatro dias.
“O Mediterrâneo é uma das mais movimentas vias marinhas do mundo, assim como uma das mais perigosas fronteiras para aqueles em busca de asilo na Europa”, disse Melissa Fleming, porta-voz do ACNUR, a jornalistas em Genebra.
Entre os recém-resgatados dos mais de 40 barcos no período estão mulheres, crianças desacompanhadas e recém-nascidos. Vindos do litoral da Líbia, a maioria saiu de países como Síria, Eritreia, Somália, Nigéria, Gâmbia, Mali e Senegal. Apesar de crucial, proteger refugiados que viajam irregularmente pelo mar, segundo Fleming, é uma tarefa complexa.
“Com a ajuda da União Europeia, poderíamos providenciar mais estabelecimentos para os refugiados que chegam e elaborar uma solução duradoura para o problema”, disse a porta-voz. “Em resposta à atual situação, o ACNUR está pronto para cooperar com os governos e outros parceiros a fim de identificar soluções de longo prazo.”