Autoridades na África do Sul estão sendo pressionadas pela agência de refugiados da ONU, ACNUR, para agir frente à recente onda de violência contra estrangeiros no país.

Migrantes de Zimbábue em abrigo temporário na África do Sul. Foto: Guy Oliver/IRIN
Autoridades na África do Sul estão sendo pressionadas pela agência de refugiados da ONU, ACNUR, para agir frente à recente onda de violência contra estrangeiros no país.
Manifestantes na área de Soweto, em Joanesburgo, mataram quatro pessoas, supostamente por roubarem emprego dos locais, segundo relatos da imprensa.
Diversos grupos foram afetados pela violência, incluindo refugiados e requerentes de asilo. Atos violentos também puderam ser observados em KwaZulu Natal e em províncias do Cabo Ocidental.
“O ACNUR pede às autoridades que garantam que os responsáveis por atos de violência e violações de direitos humanos sejam responsabilizados. Pedimos com urgência todos os esforços possíveis para evitar futuros ataques, incluindo incitação ou tentativas de bloqueio de soluções pacíficas. Se não forem controlados, esses ataques xenófobos podem levar a mais danos e destruição”, declarou o porta-voz da agência, Charlie Yaxley.
O ACNUR está apoiando os esforços do governo para ajudar as pessoas que foram deslocadas ou que foram afetadas pelo deslocamento.
Yaxley informou que equipes visitaram refugiados e requerentes de asilo impactados pela recente violência em Soweto para avaliar sua situação e necessidades.
“Muitos lojistas estrangeiros foram afetados pela violência e suas pequenas lojas – muitas vezes seu único meio de subsistência – foram saqueadas e destruídas”, acrescentou.
Mais de 280 mil refugiados e requerentes de asilo vivem atualmente na África do Sul, segundo dados do ACNUR.
A agência da ONU acolheu manifestações públicas de apoio de muitos cidadãos sul-africanos que pediram a coexistência pacífica e a harmonia com os estrangeiros no país.