Agência da ONU pede mais apoio a países acolhendo refugiados sírios

Líbano, Jordânia, Turquia, Iraque e Egito abrigam mais de 2,1 milhões de pessoas vindas da Síria. O enorme fluxo de refugiados está influenciando no desenvolvimento desses países.

Milhares de pessoas cruzando a fronteira da Síria com o Iraque. Foto: ACNUR/G. Gubaeva

Milhares de pessoas cruzando a fronteira da Síria com o Iraque. Foto: ACNUR/G. Gubaeva

O chefe da agência da ONU para refugiados (ACNUR), António Guterres, pediu na segunda-feira (30) que os países vizinhos à Síria continuem com suas fronteiras abertas e forneçam proteção para aquelas pessoas que estão fugindo do conflito. Ele também solicitou que a comunidade internacional ajude esses países a suportar o enorme fluxo de refugiados.

Em uma reunião em Genebra, Suíça, para discutir a crise na Síria, Guterres lembrou que Líbano, Jordânia, Turquia, Iraque e Egito abrigam hoje mais de 2,1 milhões de refugiados sírios registrados. Esse número não inclui as centenas de milhares de pessoas que não se registraram ou os sírios que vivem nesses países como migrantes econômicos, observou ele.

“É meu dever pedir aos governos desses Estados, como todos os outros, que abram suas fronteiras e continuem fornecendo proteção para todos os sírios necessitados”, disse Guterres na reunião. “Mas também é meu dever pedir que a comunidade internacional perceba que este fardo é pesado demais para ser suportado apenas pelos países vizinhos e ela tem que pôr em prática medidas para compartilhar esse fardo”, acrescentou.

Guterres observou que, para um país pequeno como o Líbano, a presença de 760 mil refugiados é o equivalente a mais de 11 milhões de pessoas no Reino Unido, 15 milhões na Alemanha ou 58 milhões nos Estados Unidos.

O chefe da agência da ONU para refugiados disse que a comunidade internacional deve dar assistência estrutural ao países vizinhos da Síria, apoiando áreas essenciais, como saúde, educação, habitação, água e fornecimento de energia.