A UNRWA assiste cerca de 5 milhões de refugiados da Palestina na Cisjordânia, Gaza, Jordânia, Líbano e Síria com serviços vitais para sua sobrevivência, como educação e saúde.

A UNRWA também está ajudando 400 mil refugiados palestinos que estão na Síria. Foto: UNRWA
A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) pediu à comunidade internacional, nesta terça-feira (3), 687 milhões de dólares que serão usados para prestar serviços básicos à população palestina durante 2014.
O orçamento mínimo da agência em 2014 é de 687 milhões de dólares, mas um déficit de 10% — ou 65 milhões de dólares — já está sendo previsto. A Agência é quase inteiramente financiada por contribuições voluntárias dos Estados-membros da ONU e, segundo a vice-comissária-geral da UNRWA, Margot Ellis, a situação continua sendo “terrível, se não desesperadora”, acrescentando que a Agência teve um déficit de 36 milhões de dólares esse ano.
Os principais doadores da UNRWA incluem os Estados Unidos, alguns países da Europa, Arábia Saudita e Austrália, mas Ellis disse que a agência tem mobilizado esforços para receber ajuda de outras regiões e países.
“O comissário-geral tem conversado com governos da América Latina (incluindo o do Brasil), da Ásia e de outras partes do mundo, e esperamos que a agência consiga, em breve, colher os frutos de seus esforços”, afirmou. “A construção de novas parcerias com os setores público e privado também está no centro da estratégia de mobilização de recursos da UNRWA, mas pode levar tempo para se desenvolver e ainda mais tempo antes que dê frutos”, acrescentou.
Ellis observou que as novas negociações de paz entre árabes de israelenses oferecem uma “luz de esperança” para que a situação trágica dos palestinos chegue ao fim. Mas até lá, lembrou, eles dependerão da agência e da generosidade dos doadores para sobreviver.
A agência foi criada pela Assembleia Geral da ONU após os conflitos entre árabes e israelenses em 1948 para trazer alívio e ajuda aos refugiados da Palestina. Atualmente, ela assiste cerca de 5 milhões de refugiados palestinos na Cisjordânia, Gaza, Jordânia, Líbano e Síria com serviços vitais, como educação e saúde.