Crise humanitária na República Democrática do Congo (RDC) já inclui 2,6 milhões de deslocados internos e 6,4 milhões que precisam de alimentos e ajuda de emergência.

O acampamento Kambilo, em Katanga, sudeste da República Democrática do Congo (RDC), é o lar de algumas das pessoas que foram obrigadas a abandonar as suas casas por causa da violência e instabilidade no leste do país. Foto: OCHA/Gemma Cortes
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) advertiu nesta terça-feira (8) que não tem os recursos necessários para prestar assistência a um número crescente de pessoas deslocadas pelo conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC).
As avaliações iniciais mostram que cerca de 80 mil pessoas deslocadas pelos confrontos entre o exército nacional e os rebeldes estão precisando de assistência em Irumu, na região de Ituri, na província de Orientale, disse a porta-voz do PMA, Elisabeth Byrs, a jornalistas em Genebra.
Brys acrescentou que, enquanto os conflitos continuam e a avaliação em algumas áreas não foi possível por motivos de segurança, esse número pode aumentar para 120 mil a até 150 mil pessoas.
Dadas as tendências de deslocamento, o PMA precisa de 4,2 milhões de dólares para cobrir as necessidades de 80 mil pessoas por pelo menos três meses.
Byrs disse que a agência está desviando os estoques de alimentos de outras atividades planejadas para tentar atender às necessidades do leste da RDC. O PMA pretende ajudar um adicional de 45 mil pessoas entre 10 e 13 de outubro.
Os combates ao longo do ano passado no leste da RDC deslocaram mais de 100 mil pessoas, agravando a crise humanitária na região que já inclui 2,6 milhões de deslocados internos e 6,4 milhões que precisam de alimentos e ajuda de emergência.