Na Faixa de Gaza, devido ao espaço limitado, à alta densidade populacional, à pobreza e à destruição sem precedentes causada pelo conflito em 2014, os parques infantis e outros lugares seguros para as crianças brincarem são escassos.

Evento da UNRWA em Gaza promoveu atividades recreativas para atender às necessidades psicossociais das crianças. Foto: UNRWA
O escritório da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) organizou um “Festival das Cores” em meados de abril no pátio do Centro de Treinamento Vocacional de Gaza.
O evento, que visou a atender às necessidades psicossociais dos alunos de escolas da UNRWA através de atividades recreativas, contou com a participação de 50 alunos de seis escolas da agência, com diversas atividades de desenho para as famílias.
Os professores da UNRWA e os conselheiros do Programa de Saúde Mental Comunitário da agência também participaram.
Além de promover atividades recreativas supervisionadas para os estudantes em um local seguro, o festival teve como objetivo fortalecer a relação entre crianças e seus pais, bem como entre famílias, escola e comunidade local.
Na Faixa de Gaza, devido ao espaço limitado, à alta densidade populacional, à pobreza e à destruição sem precedentes causada pelo conflito em 2014, os parques infantis e outros lugares seguros para crianças brincarem são escassos.
As hostilidades de 2014 tiveram um impacto psicossocial devastador nas pessoas e na comunidade de Gaza, juntamente com o efeito já causado pelos anos de bloqueio e ciclos de conflito.
O choque causado ao perder o lar e membros da família e ter de voltar ao bairro para encontrá-lo destruído pode contribuir para prejudicar qualquer esperança de futuro. Crianças que são frequentemente expostas à violência tendem a confiar menos nos outros.
Diante desse cenário, a UNRWA mantém uma rede de 250 psicólogos nas escolas da agência, assim como 23 conselheiros e cinco assessores jurídicos nos centros de saúde.
O Programa de Saúde Mental Comunitário tem um foco específico em estudantes e conselheiros psicossociais, onde as crianças refugiadas recebem aconselhamento individual e coletivo, inclusive aquelas que abandonaram a escola.