Agência da ONU reúne-se com representantes do Itamaraty para tratar de objetivos globais

Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Pacto Global da ONU reuniram-se na última semana com oficiais do Ministério das Relações Exteriores para reunião sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os debates envolveram estratégias para implementar as metas globais nacionalmente e como envolver as empresas nesse processo.

Mario Mottin destacou a necessidade de tornar a Agenda 2030 atrativa para o setor privado. Foto: PNUD

Mario Mottin destacou a necessidade de tornar a Agenda 2030 atrativa para o setor privado. Foto: PNUD

Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Pacto Global da ONU reuniram-se na última semana com oficiais do Ministério das Relações Exteriores para reunião de grupo de trabalho sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) em Brasília.

O encontro teve como foco o debate sobre os próximos passos para implementação dos 17 ODS no Brasil. A discussão teve como foco a internalização das metas levando em conta o contexto brasileiro e como trabalhá-las de maneira integrada entre governo, setor privado e sociedade civil. Também foi debatido o papel das empresas signatárias do Pacto Global na busca pelos ODS.

Mario Mottin, coordenador-geral de desenvolvimento sustentável do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e copresidente da força-tarefa para implementação da Agenda 2030, expôs a necessidade de tornar os objetivos globais mais atrativos para empresas e organizações, de modo a atingir um engajamento construtivo.

Organizações que participaram do grupo de trabalho citaram a dificuldade de encontrar indicações sobre como implementar os objetivos de maneira concreta. “Muitas empresas buscam o que fazer de forma efetiva e não acham”, disse Mottin.

Haroldo Machado Filho, assessor sênior do PNUD, e Beatriz Martins Caneiro, secretária-executiva da Rede Brasil do Pacto Global, destacaram o guia “SDG Compass” como proposta para implementação dos objetivos globais no ambiente empresarial.

Segundo Beatriz, treinamentos e workshops já estão acontecendo, e os próximos passos consistem em adaptar cada vez mais o guia para a realidade das empresas brasileiras, especialmente pequenas e médias.

Para Machado Filho, momentos de diálogo entre PNUD e Rede Brasil são fundamentais. Neste encontro, ele destacou a relevância da presença de Mottin, que além de representar a esfera pública, acompanha o processo dos objetivos globais desde o início e participará da Comissão Nacional dos ODS que será formada.

“É importante haver essa inter-relação entre o pacto e a Comissão Nacional, e o PNUD fará o possível para facilitar esta conversa”, disse Mottin. Ele lembrou que o processo de elaboração e concepção dos objetivos globais envolveu diversas consultas com sociedade civil, governo e setor privado.

“É uma agenda de todos para todos”, disse, detalhando movimentações feitas pelo setor público no sentido de aproximar as metas da realidade brasileira — como a realização de pesquisas em parceria com o Ministério do Planejamento, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) —, além do processo de identificação de indicadores nacionais.