Juntos, Iraque, Líbano, Turquia e Jordânia abrigam 1,7 milhão dos 2 milhões de sírios que já saíram do país. Segundo ONU, 5 mil sírios fogem para esses países todos os dias.

Um menino sírio refugiado lava os pés depois de acordar. Ele mora agora no Parque Qushtapa, no Iraque. Foto: ACNUR/S. Baldwin
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e ministros dos governos iraquiano, jordaniano, libanês e turco pediram à comunidade internacional para “superarem suas diferenças” e acabarem com o conflito na Síria. Juntos, esses países abrigam mais de 1,7 milhão de refugiados sírios.
“Nossa mensagem central é que esses países precisam e merecem apoio maciço da comunidade internacional. Esse apoio ainda não chegou e é preciso rever o modo como a comunidade internacional está os ajudando”, disse o alto comissário da ONU para os refugiados, António Guterres, na quarta-feira (4), após se encontrar com os ministros em Genebra, na Suíça.
Uma reunião envolvendo as instituições financeiras internacionais, as delegações ministeriais dos Estados-Membros, agências da ONU e organizações não governamentais será realizada no dia 30 de setembro para buscar um consenso sobre a ajuda humanitária e de emergência que a região deve receber.
Em junho, o ACNUR e parceiros pediram aos doadores 4,4 bilhões de dólares para as operações na Síria este ano, incluindo 3 bilhões para atender às necessidades humanitárias e às comunidades que estão apoiando os refugiados. Até agora, cerca de 40% dessa quantia foi recebida.

Alto comissário da ONU para os refugiados, no centro, com os ministros da Turquia, Líbano, Iraque e Jordânia. Foto: ACNUR/Jean-Marc Ferré
Até o final de agosto, o número de sírios registrados como refugiados ou com registro pendente era de 200 mil no Iraque, 520 mil na Jordânia, em torno de 720 mil no Líbano e 464 mil na Turquia. Atualmente, cerca de 5 mil sírios fogem para esses países todos os dias, segundo a ONU.
Desde o início do conflito, em março de 2011, mais de 2 milhões de pessoas já saíram da Síria e 4,25 milhões permanecem deslocadas dentro do país. Pelo menos 100 mil pessoas já morreram desde então por ocasião dos combates no país do Oriente Médio.