Agência de energia atômica da ONU renova pedido de inspeção em instalação militar do Irã

Instalação nuclear de Parchin é suspeita de receber testes de materiais explosivos ligados aos desenvolvimento de armas nucleares.

Yukiya Amano (ao centro) solicitou que o Iran permita a visita de inspetores na instalação militar de Parchin

O Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, renovou ontem (10) o pedido ao Iran para permitir que inspetores internacionais possam acessar a instalação nuclear de Parchin. O local é suspeito de receber testes de materias explosivos ligados ao desenvolvimento de armas nucleares.

“É preocupante que as atividades que ocorrem em Parchin desde fevereiro de 2012 causem um impacto negativo na nossa capacidade para realizar uma verificação eficaz no local”, disse o Diretor Geral da Agência em seu discuso de aberutra durante reunião dos 35 países-membros do conselho da AIEA, em Viena.

Em 2003, foi descoberto que o país do Oriente Médio escondia suas atividades nucleares há 18 anos, violando suas obrigações decorrentes do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. O Irã afirma que seu programa atômico é direcionado para fins pacíficos, mas outros países afirmam que é voltado para fins militares. Amano disse que, apesar do intenso diálogo entre AEIA e o país desde o começo deste ano, nenhum resultado concreto foi conquistado.

“Isto é frustrante porque, sem o empenho do Irã, nós não poderemos começar o processo de resolução de todas as questões pendentes, incluindo aquelas relativas a possíveis dimensões militares do programa atômico iraniano”, acrescentou Amano. Em uma carta datada em 29 de agosto deste ano, o país do Oriente Médio descreveu como infundadas as alegações sobre as atividades nucleares em Parchin.

Em sua declaração, Amano também comentou  sobre as verificações da AIEA na Síria e na Coreia do Norte, além do progresso no plano de sua Agência para fortalecer a segurança na central nuclear japonesa de Fukushima Daiichi. A central foi danificada por um terremoto em março de 2011, que resultou em um tsunami e um grande vazamento radiativo, tornando-se o pior acidente nuclear desde Chernobyl, em 1986.