Agência da ONU para Refugiados alerta sobre possíveis casos de poliomelite em campos da Etiópia

Há duas suspeitas em campos de refugiados em Dollo Ado e três em comunidades próximas. ACNUR afirma que prioridade é confirmar surto e já planeja campanha de vacinação.

Há duas suspeitas de poliomelite em crianças somalis nos campos de refugiados em Dollo Ado, Etiópia, e outros três em comunidades próximas. “A prioridade imediata é confirmar o surto. Amostras foram coletadas e enviadas para laboratórios em Adis Abeba (capital do país)”, afirmou a Porta-Voz da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Melissa Fleming.

A agência vem trabalhando com o Ministério da Saúde da Etiópia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para lidar com a situação.

Segundo Fleming, assim que o vírus for identificado ocorrerá vacinação em massa nos campos de refugiados de Dollo Ado e uma campanha nacional será iniciada em 27 de janeiro. “Como o vírus é transmitido a partir de água e comida contaminada, nossos parceiros estão sendo envolvidos para garantir a prestação de serviços adequados”, relatou.

A poliomelite, conhecida também como paralisia infantil, afeta o sistema nervoso e causa paralisia irreversível em aproximadamente um a cada 200 casos. Apesar da drástica redução no número de doentes nos últimos 25 anos, três países ainda apresentam índices de poliomelite endêmica: Afeganistão, Nigéria e Paquistão.