Milhares de refugiados fugiram de suas casas para Uganda, após o início dos conflitos entre Forças Aliadas Democráticas (ADF), um grupo rebelde de Uganda, e as tropas nacionais RDC (FARDC)

Campo de refugiados congoloses. Foto ACNUR/L. Beck
O escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) expressou (23) preocupação com os civis no leste da República Democrática do Congo (RDC), devido aos combates entre as forças governamentais e os rebeldes, e ao fato de que as agências humanitárias não terem acesso à área. Muitos foram para Uganda, para fugir da violência.
“Continuamos preocupados com a situação dos civis na área de conflito”, disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards. “Muitos refugiados trouxeram seus animais com eles e estão dormindo em barracas com seus patos e cabras, aumentando o risco de doenças “, acrescentou.
Dezenas de milhares de refugiados começaram a chegar ao oeste de Uganda após o início dos conflitos entre Forças Aliadas Democráticas (ADF), um grupo rebelde de Uganda, e as tropas nacionais RDC (FARDC) em Kamango, em 11 de julho. O centro de trânsito Bubukwanga, que é cerca de 25 quilômetros da fronteira, é agora o lar de mais de 15 mil refugiados, 60% menores de idade.
A agência da ONU também informou que os combates entre forças do governo e do grupo armado conhecido como M23 continuam no capital de Kivu Norte, Goma, sem sinais de acabar.