Agências da ONU discutem estratégias de ampliação da proteção social na América Latina e Caribe

OIT alerta que apenas 27,6% dos latino-americanos e caribenhos em idade de trabalhar possuem condições de contribuir com regimes de seguridade social.

OIT promove discussão sobre Piso de Proteção Social na América Latina e CaribeO Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), promoveu ontem (4) em Brasília uma reunião técnica de agências da ONU para dar continuidade às discussões de um marco de ação conjunto destinado à promoção do Piso de Proteção Social em uma região onde menos de 30% das pessoas em idade de trabalhar podem contribuir para ter uma aposentadoria.

“A recente crise econômica sublinhou a importância que têm os sistemas de proteção social para amortecer seus efeitos na população mais vulnerável. As políticas de proteção social atuam como estabilizadores anticíclicos para a economia estimulam a demanda agregada e permitem superar melhor suas consequências sociais como a pobreza e a exclusão social”, disse o Diretor Adjunto do Escritório da OIT no Brasil, Stanley Gacek, na abertura do evento, que reuniu especialistas da CEPAL, ONU Mulheres, PNUD e UNFPA, além da OEA (que não faz parte do Sistema ONU).

As agências da ONU concordaram em trabalhar coordenadamente para contribuir com os países da América Latina e do Caribe na elaboração de estratégias nacionais para pôr em prática o objetivo do Piso de Proteção Social e avançar em direção a uma cobertura universal dos sistemas de seguridade social. A primeira reunião do grupo ocorreu em agosto deste ano em Lima, Peru.

De acordo com dados da OIT, somente 27,6% dos latino-americanos e caribenhos estatisticamente em idade de trabalhar (15 a 64 anos) conseguem contribuir para regimes de seguridade social, o que gera uma diferença de cobertura de seguridade social considerável.