Representantes da FAO e do OCHA chamaram a atenção dos países doadores para a insegurança alimentar que se vive na região africana do Sahel e pediram mais comprometimento com esta situação.

Uma mulher e o seu filho severamente desnutrido deixam um centro de saúde de apoio do UNICEF na região de Maradi. UNICEF/ Olivier Asselin.
Representantes da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) chamaram a atenção dos países doadores para a insegurança alimentar que se vive na região africana do Sahel e apelaram à comunidade internacional mais comprometimento com esta situação.
“Se vamos acabar com este ciclo de crises crônicas na região do Sahel, a assistência emergencial aos agricultores e pastores vulneráveis tem de ser considerada uma prioridade”, afirmou o coordenador humanitário regional da ONU para o Sahel, Robert Piper.
Em fevereiro a FAO pediu uma doação de 116 milhões de dólares para assistir a mais de 7,5 milhões de pessoas na região. Até ao momento a agência só recebeu 16 milhões desse montante, o que significa menos de 14%.
“Devido às falhas no financiamento, as intervenções que poderiam prevenir a situação de insegurança alimentar de piorar estão atrasadas e a capacidade das comunidades vulneráveis em lidar com esses repetidos choques está se deteriorando”, explicou o representante regional da FAO para a África, Bukar Tijani.
“Se o apoio chegar a tempo, a FAO ainda pode prevenir a degradação de muitos meios de vida e oportunidades perdidas de plantio para muitas comunidades vulneráveis, ao mesmo tempo que pode fortalecer a resiliência com intervenções ao longo prazo”, defendeu Tijani.