Agências da ONU pedem que agenda pós-2015 foque na desigualdade de acesso à água e higiene

Nações Unidas calculam que mais de 700 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e 1 bilhão ainda tem que defecar ao ar livre por falta de banheiros decentes.

Foto: Banco Mundial/Allison Kwesell

Foto: Banco Mundial/Allison Kwesell

Os Estados-membros das Nações Unidas devem assegurar que a agenda de desenvolvimento pós-2015 vai enfrentar as desigualdades que impedem milhões de pessoas de ter acesso a serviços básicos, como saneamento, água limpa, imunização e educação, ressaltou uma declaração conjunta de várias entidades da ONU e de parceiros, divulgada na quarta-feira (30).

O comunicado foi emitido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), a organização “Amigos da Água” e a relatora especial das Nações Unidas sobre o direito humano à água potável e ao saneamento.

“Vamos trabalhar para garantir que as prioridades de desenvolvimento nos próximos anos foquem nas milhões de pessoas marginalizadas que permanecem escondidas em estatísticas agregadas e que continuam não tendo acesso a serviços básicos”, diz a declaração.

O documento acrescenta que, apesar dos ganhos obtidos com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), as estatísticas ficaram muito genéricas e os mais vulneráveis e marginalizados não foram adequadamente avaliados.

Segundo dados da ONU, 768 milhões de pessoas que não têm acesso à água potável e 1 bilhão de ainda defecam a céu aberto por falta de banheiros decentes.