Durante a Conferência sobre Tratado de Comércio de Armas, Catherine Bragg ressaltou que um tratado efetivo capacitaria a redução dos assassinatos, de ferimentos e de sequestros de civis.
Dez agências das Nações Unidas e seus parceiros pediram nesta sexta-feira (13) aos Estados-Membros que coloquem as preocupações humanitárias na linha de frente das discussões que pretendem alcançar um amplo e robusto acordo nas questões de comércio de armas, durante a Conferência da ONU sobre o Tratado de Comércio de Armas, que está se realizando em Nova York desde 2 de julho.
“É uma oportunidade para os Estados tomarem ações decisivas para tratar sobre direitos humanos adversos, sobre conseqüências humanitárias do desenvolvimento do comércio de armas mal regulado e sobre a disponibilidade correspondente e o mau uso de armas”, disse a Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários Catherine Bragg em uma reunião da Conferência na quinta-feira (12), apresentando um comunicado em nome de dez agências da ONU e de outros atores envolvidos com ação humanitária.
Bragg ressaltou que um tratado efetivo capacitaria a redução dos assassinatos, de ferimentos e sequestros de civis, da insegurança e do deslocamento, entre outros problemas de violação dos direito humanitário internacional. No final de 2010, cerca de 27,5 milhões de pessoas estavam deslocadas internamente, como resultado de conflitos, enquanto outros milhões buscaram refúgio no exterior. Em muitos casos, a violência armada que os expulsou de suas casas foi alimentada pela ampla disponibilidade e uso indevido de armas.
“É uma oportunidade para abordar a suspensão frequente e o atraso do salvamento humanitário e das operações de desenvolvimento por causa de ameaças à segurança ou de ataques reais contra o nosso pessoal. Entre 2000 e 2010, mais de 780 trabalhadores humanitários foram mortos em ataques armados e mais 689 ficaram feridos”, disse a Subsecretária-Geral.
Ela entregou o comunicado em nome da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Relator Especial da ONU sobre os direitos humanos dos deslocados internos.