Agências da ONU pedem US$691 milhões para dar assistência a 340 mil refugiados e migrantes na Europa

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e 72 entidades parceiras lançaram em janeiro (20) um novo plano de resposta para atender as necessidades de refugiados e migrantes na Europa. Continente recebeu 1,3 milhão de deslocados nos últimos dois anos.

Operação resgata centenas de refugiados e migrantes na costa da Itália. Foto: ACNUR/France Malavolta

Operação resgata centenas de refugiados e migrantes na costa da Itália. Foto: ACNUR/France Malavolta

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e 72 entidades parceiras lançaram em janeiro (20) um novo plano de resposta para atender as necessidades de refugiados e migrantes na Europa. A estratégia foi anunciada com um apelo por 691 milhões de dólares, montante necessário para implementar as iniciativas e beneficiar cerca de 340 mil pessoas.

“Nos últimos dois anos, a Europa enfrentou muitos desafios para responder à chegada de mais de 1,3 milhão de refugiados e migrantes, inclusive em relação a como protegê-los. O plano é uma ferramenta operacional que terá um papel fundamental para garantir operações mais eficientes e uma resposta mais coordenada ao longo de 2017”, afirmou o diretor do escritório europeu do ACNUR, Vincent Cochetel.

O documento destaca a necessidade de soluções duradouras para refugiados e migrantes, incluindo esquemas robustos de realocação, apoio ao retorno voluntário e a disponibilização de alternativas legais para percursos que possam ser perigosos. Programas de reassentamento e reunificação familiar são citados como respostas adequadas à crise.

O plano também chama atenção para os cuidados específicos associados às crianças em situação de deslocamento. A proposta das agências inclui ainda um projeto-piloto de assistência às crianças desacompanhadas e separadas de seus familiares na Europa. Em 2016, mais de 25 mil meninos e meninas chegaram por via marítima à Itália sem seus familiares ou outros responsáveis.

Outra preocupação da estratégia é a identificação e o apoio às vítimas de violência sexual e de gênero.  O objetivo do plano é atender não apenas a população que já se estabeleceu em algum país europeu, mas também os refugiados e migrantes que continuarão a se deslocar irregularmente pela Europa e que continuarão a chegar ao continente. Ações estão previstas na Turquia, Europa Meridional, Balcãs Ocidentais, Europa Central, Ocidental e do Norte.

Observando a necessidade de responder não só às necessidades da população estática, mas também às de pessoas que irão continuar a se deslocar irregularmente na Europa, o plano tem um vasto âmbito geográfico e cobre a Turquia, Europa Meridional, os Balcãs Ocidentais, a Europa Central, Ocidental e do Norte.

“Estamos especialmente preocupados com a vulnerabilidade e as necessidades das crianças migrantes e refugiadas, especialmente mulheres e meninas, e esta iniciativa é exatamente aquilo de que precisávamos”, disse o porta-voz da OIM, Leonard Doyle.