Agências da ONU prestam assistência no Afeganistão e no Paquistão após terremoto de 7,5 de magnitude

Abalos sísmicos já deixaram 340 mortos e mais de 2,1 mil feridos nos dois países. Chuvas e neve dificultam operações em regiões montanhosas e remotas. UNICEF e OMS prestam assistência nas áreas afetadas.

Moradores observam devastação causada pelo terremoto no distrito de Shangla, na província paquistanesa de Khyber-Pakhtunkhwa, no domingo (26). Foto: UNICEF Paquistão

Moradores observam devastação causada pelo terremoto no distrito de Shangla, na província paquistanesa de Khyber-Pakhtunkhwa, no domingo (26). Foto: UNICEF Paquistão

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgaram nesta terça-feira (27) novas informações sobre o terremoto que atingiu a província de Badakshan, no Afeganistão, e regiões do Paquistão, durante a segunda-feira (26). Segundo o OCHA, centenas de pessoas foram mortas e milhares de casas foram destruídas pelos abalos sísmicos que chegaram à magnitude de 7,5.

No Paquistão e no Afeganistão, já foram registradas 340 mortes e mais de 2,1 mil casos de pessoas feridas. Valores informados à OMS por instalações de saúde de ambos os países indicavam que, apenas na manhã de terça-feira, 21 pessoas morreram e outras 300 foram atendidas com ferimentos. A agência tem auxiliado os governos de ambos os países em operações de assistência média.

De acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, as estatísticas mudam constantemente, na medida em que novas informações chegam de áreas mais rurais e de difícil acesso. A situação tanto no Paquistão quanto no Afeganistão teria se deteriorado em função das chuvas e da neve que caíram sobre regiões remotas e montanhosas afetadas pelo terremoto. A fragilidade dos serviços de comunicação e os terrenos irregulares dificultam as atividades das agências e das autoridades.

Entre as vítimas, o OCHA chamou atenção para um grupo de 12 meninas estudantes que foram pisoteadas enquanto fugiam da escola, cujo edifício estava desabando. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) também se manifestou a respeito da catástrofe e alertou para a situação de vulnerabilidade dos mais jovens.

“Estamos extremamente preocupados com a segurança e o bem-estar das crianças, que já são as mais em risco em qualquer desastre e, agora, correm o perigo de sucumbirem ao mau tempo, conforme as temperaturas forem caindo”, afirmou o diretor regional da agência para o sul da Ásia, Karin Hulshof.

O UNICEF tem disponibilizado suprimentos de emergência para crianças e famílias, em parceria com os governos dos dois países.