Enquanto a população sofre com a violência e instabilidade, governo sírio falha em cumprir promessas a agentes humanitários de acesso ilimitado em todo o país.

Caminhões-pipa fornecem água para um complexo habitacional em Adra, uma área industrial a nordeste de Damasco, na Síria. Foto: OCHA/Ben Parker
Com comboios liderados pelas Nações Unidas aguardando somente a autorização para entregar suprimentos para a população, agências humanitárias da ONU na Síria reiteraram na quarta-feira (12) seus pedidos para acessar aproximadamente 1,2 milhão de pessoas em locais isolados em todo o país.
Em um comunicado à imprensa, as agências disseram que estão “preocupadas com a deterioração da situação humanitária na parte rural de Damasco”, onde diversos locais estariam cada vez mais difíceis de serem acessados.
Segundo a ONU, a situação é particularmente preocupante em Muadhamiya, onde acredita-se que 5 mil famílias estejam presas e já não recebam assistência humanitária há meses.
De acordo com as agências humanitárias, os comboios liderados pela ONU aguardam somente pela liberação oficial, que já foi remarcada sete vezes desde março — quando as agências iniciaram os pedidos ao Governo pela permissão de acesso.
Na semana passada, a ONU lançou um apelo humanitário no valor de 4,4 bilhões de dólares — o valor mais alto pedido em ajuda humanitária na história da organização — para ajudar o número crescente de pessoas que sofrem os efeitos da crise na Síria.
O pedido engloba atividades de socorro para o Plano de Resposta para Assistência Humanitária à Síria e para o Plano de Resposta Regional.
Além disso, os governos do Líbano e da Jordânia buscam 450 milhões e 380 milhões de dólares, respectivamente, para apoiar os esforços na educação, saúde e outros serviços para os refugiados que estão agora em seus países.