ACNUR leva ajuda humanitária para solicitantes de refúgio na ilha grega de Lesbos após incêndio

Com cerca de 11 mil solicitantes de refúgio sem abrigo adequado na ilha grega de Lesbos após o incêndio do Centro de Recepção e Identificação de Moria na semana passada, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está aumentando seu apoio para responder às necessidades críticas e imediatas.

As autoridades gregas, que detêm a responsabilidade geral pela gestão e coordenação da resposta humanitária, identificaram agora um local em Lesbos, perto da cidade de Mytilene, na área de Kara Tepe, para alojar temporariamente as crianças mais vulneráveis, homens e mulheres que foram desabrigados em decorrência de uma série de incêndios que começaram na terça-feira (8) da semana passada.

Economia verde é opção de integração para refugiados e migrantes no Brasil, aponta estudo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e a consultoria Mandalah lançaram nesta quarta-feira (16) o estudo “Empregos Verdes: Inserção de Refugiados e Migrantes na Economia Verde Brasileira”.

O objetivo da publicação é ampliar as oportunidades de trabalho para pessoas refugiadas e migrantes no Brasil, além de indicar caminhos possíveis para o empreendedorismo no contexto da economia verde do país, contribuindo para o advocacy de negócios que se baseiam em práticas ambientalmente sustentáveis.

Refugiados sírios ajudam a arrecadar fundos para vítimas da explosão em Beirute

Quando o refugiado sírio Shadi Shhadeh viu vídeos da explosão em Beirute, em 4 de agosto, ele sentiu uma onda de empatia e agiu rapidamente. Pediu para amigos, que também são refugiados, para gravarem mensagens em vídeos em apoio à arrecadação de fundos para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para ajudar as pessoas afetadas pela explosão.

Além disso, refugiados em Beirute se juntaram aos residentes locais no resgate e limpeza da cidade que lhes deu boas-vindas e segurança.

A explosão que matou pelo menos 180, feriu mais de 6.500 e danificou ou destruiu cerca de 200.000 casas mostrou que refugiados também podem ser humanitários, estender a mão e ajudar os outros.

Fezzeh, uma refugiada afegã de 38 anos, foi recentemente nomeada para liderar o programa público de conscientização sobre o coronavírus em Esfahan, no Irã. Foto: ACNUR

Médica do Afeganistão ajuda refugiados a enfrentar pandemia no Irã

Ao fim de um longo turno de trabalho, quando o fluxo de pacientes na sala de espera diminui e os consultórios são desinfetados, Fezzeh Hosseini retorna à sua mesa e respira fundo antes de começar a segunda jornada do dia.

Fezzeh, uma refugiada afegã de 38 anos, foi recentemente nomeada para liderar o programa público de conscientização sobre o novo coronavírus em Esfahan, no Irã. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Agências da ONU apoiam realocação de indígenas Warao para espaços seguros em Manaus

Um grupo de 81 indígenas venezuelanos foi realocado nesta quinta-feira (03) para mais um novo espaço de acolhimento em Manaus, onde serão ofertados atendimento psicossocial e atividades lúdicas, além de orientação e encaminhamento para a rede socioassistencial.

A transferência é continuidade da resposta ao fluxo de deslocamento de refugiados e migrantes indígenas venezuelanos da etnia Warao na cidade, intensificada com a pandemia da COVID-19.

A ação é liderada pela prefeitura de Manaus em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Maria e seu bebê no abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/ Victor Moriyama

Refugiados, migrantes e brasileiros solucionam dúvidas trabalhistas em webinário

O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e Renda (BEm) foi tema do primeiro webinário da série “Proteja o Trabalho” sobre medidas para o enfrentamento da pandemia de COVID-19 no país.

O evento virtual integra uma ampla campanha intitulada “Proteja o Trabalho”, promovida conjuntamente por Ministério da Economia, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Na Escola Primária Vahdat em Isfahan, no Irã, a mistura de alunos refugiados e nacionais gera entusiamo entre as crianças. Foto: ACNUR/Mohammad Hossein Dehghanian

Metade das crianças refugiadas do mundo está fora da escola, diz relatório do ACNUR

Se a comunidade internacional não tomar medidas imediatas e ousadas para combater os efeitos catastróficos da COVID-19 na educação de pessoas refugiadas, o potencial de milhões de jovens refugiados que vivem em algumas das comunidades mais vulneráveis ​​do mundo ficará ainda mais ameaçado. O alerta foi feito em relatório divulgado nesta quinta-feira (3) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Embora a COVID-19 tenha afetado a educação de crianças em todos os países, o documento revela que crianças refugiadas têm sido particularmente desfavorecidas.

‘Sentimos saudades de casa, mas não podemos voltar a viver com medo’

Após um surto de violência extrema no estado de Rakhine, no oeste de Mianmar, em agosto de 2017, mais de 740.000 crianças, mulheres e homens rohingya buscaram segurança em Bangladesh como refugiados – entre eles Nur Ayna, de 18 anos.

“Sinto muita falta da minha casa e dos jardins, mas principalmente sinto falta de ir à escola e estudar. Lá eu não precisava trabalhar. Mas aqui eu preciso, para sustentar minha família. Antes do surto da COVID-19, eu dei aulas para crianças rohingya, mas a pandemia mudou todas as nossas vidas”. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

ACNUR lança relatório sobre impacto da COVID-19 na educação de crianças refugiadas

Na próxima quinta-feira (3), às 10h, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançará relatório sobre educação, intitulado “Unindo forças pela educação de pessoas refugiadas” no webinário “Educação de pessoas refugiadas no Brasil e no mundo”. O evento é virtual e gratuito, voltado a jornalistas, professores e profissionais que atuam ou têm interesse pela área de educação.

Busco respeito e liberdade de poder amar, ser e sentir, diz refugiada no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, a refugiada moçambicana Lara Elizabeth, de 36 anos, relembra sua trajetória de esforços e conquistas.

Lara foi forçada a fugir de Moçambique em função da sua orientação sexual e encontrou no Brasil a proteção necessária para construir um futuro melhor.

Segundo dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 70 países ainda criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo. Em alguns deles, a punição pode ter como sentença a pena de morte. Em outros, leis legitimam discriminação e violência contra pessoas LGBTQIA+.

Crianças rohingya brincam no campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ARTIGO: Como você sobreviveria em seu país se não tivesse prova de sua existência?

Em artigo, o romancista e médico afegão Khaled Hosseini lembra que frequentemente muitas histórias de refugiados se concentram em trauma e fuga. “Muitas vezes, no imaginário popular, um refugiado é uma pessoa vulnerável, indefesa, que foge da violência e precisa desesperadamente de resgate.”

“Essa é uma narrativa incompleta da história e mais uma injustiça com os seus protagonistas. Embora os refugiados de fato precisem de proteção, eles são definidos muito menos por sua condição de beneficiários de cuidados do que por sua insondável coragem, resiliência e desejo de autossuficiência.” Leia o artigo completo publicado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

As atividades em Boa Vista (RR) tiveram início no dia 17 de agosto com o primeiro efetivo do 9º Contingente que atuará na Força-Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil/Pedro Jose Sibahi

UNFPA realiza ações de conscientização sobre proteção contra abuso e assédio em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) está realizando ações de conscientização sobre Proteção contra Abuso, Assédio e Exploração Sexual com militares do 9º Contingente que atuará na Força-Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida.

O trabalho do UNFPA em assistência humanitária é, sobretudo, direcionado à prevenção e resposta a violência baseada em gênero e, portanto, as sessões informativas e de sensibilização de parceiros é parte central do plano de ação da instituição em Roraima e Manaus.

Aumenta número de mulheres refugiadas atendidas pela Caritas em São Paulo

No primeiro semestre de 2020, o Centro de Referência para Refugiados da Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) atendeu 3.882 pessoas de 73 nacionalidades. Entre as nacionalidades mais atendidas, 52% são pessoas da Venezuela, 7% da República Democrática do Congo, 6% da Síria e 6% da Colômbia.

Pela primeira vez, o percentual de mulheres atendidas se equiparou ao de homens, com índices crescentes nos últimos três anos. Esses dados foram apresentados nesta quarta-feira (26), em uma live realizada pela CASP em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Os venezuelanos que se dirigiram aos vizinhos imediatos da Venezuela - Brasil, Colômbia, Guiana e Trinidad e Tobago - tendem a ter menor nível de escolaridade do que os venezuelanos que se mudam para outros países mais distantes. Foto: OIM

Pandemia gera retrocessos na integração de venezuelanos aos países de destino

Desde março de 2020, com o início da pandemia de COVID-19, os despejos, a perda de empregos, a impossibilidade de acesso à saúde e educação e a impossibilidade prática na maioria dos casos de cumprimento das regras de distanciamento social e isolamento têm gerado significativos retrocessos na possibilidade de integração de refugiados e migrantes venezuelanos aos países de destino.

A afirmação é de Eduardo Stein, representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos.

Uma nova análise de dados feita por Migration Policy Institute (MPI) e OIM revelou diferentes perfis socioeconômicos e condições de vida dessa população.

UNAIDS pede que governos fortaleçam urgentemente programas de proteção social face à COVID-19

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) convoca os países para que adotem medidas urgentes para reforçar os programas de proteção social a fim de proteger as pessoas mais vulneráveis do impacto na saúde e das consequências socioeconômicas da pandemia da COVID-19.

Pessoas vivendo com HIV e tuberculose (TB) estão sendo significativamente afetadas pela COVID-19. Uma modelagem de dados estimou os impactos catastróficos potenciais da pandemia da COVID-19 com aumentos de até 10%, 20% e 36% das mortes projetadas para pacientes com HIV, TB e malária, respectivamente, nos próximos cinco anos.

Proteção comunitária é pilar da resposta do ACNUR a indígenas venezuelanos no Brasil

Entre os meses de abril e julho, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) fez um levantamento de ações que realizou para indígenas venezuelanos com base em seu mecanismo de proteção comunitária – estratégia fundamental na resposta ao fluxo de refugiados e migrantes da Venezuela, que envolve as comunidades na construção de respostas para as diversas dificuldades que enfrentam.

O Relatório de Atividades de julho estima que cerca de cinco mil indígenas de quatro etnias diferentes (E’nepa, Warao, Pemon e Kariña) buscaram proteção no Brasil, sendo 3,2 mil solicitantes de refúgio.

As ações realizadas neste período incluíram desde a doação de itens básicos, treinamentos e consultas para formulação dos acordos de convivência nos abrigos até jornal comunitário e atividades de resgate cultural.

OIM e ACNUR pedem ação urgente depois do maior naufrágio registrado na costa da Líbia em 2020

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lamentaram profundamente a trágica morte de pelo menos 45 refugiados e migrantes na última segunda-feira (17), no maior naufrágio registrado na costa da Líbia em 2020.

Cerca de 37 sobreviventes, principalmente de Senegal, Mali, Chade e Gana, foram resgatados por pescadores locais e posteriormente detidos no desembarque.

O ACNUR e a OIM instam os Estados a responder rapidamente a esses incidentes e fornecer sistematicamente um porto de segurança previsível para as pessoas resgatadas no mar.

O venezuelano Johnny José Gonzalez descarrega materiais em um centro de logística brasileiro. Foto: ACNUR/ Gabo Morales

ACNUR firma novo acordo para apoio à colocação de refugiados no mercado de trabalho

Uma chance no mercado de trabalho pode significar o começo de uma nova vida para quem foi forçado a deixar seu país. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Aldeias Infantis SOS assinaram um memorando de entendimento com a Levee, empresa de recrutamento que trabalha com contratação de mão de obra operacional para ajudar as pessoas refugiadas a conseguirem se qualificar profissionalmente e se inserir no mercado laboral brasileiro.

Conheça os trabalhadores humanitários do ACNUR: heróis da vida real

No Dia Mundial Humanitário, celebrado em 19 de agosto, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) se orgulha e celebra os 16.000 trabalhadores que estão na linha de frente de emergências humanitárias em todo o mundo.

São 16.000 pessoas comprometidas todos os dias em proteger, ajudar e contar histórias de refugiados. Conheça alguns dos heróis e heroínas da vida real, que estão na linha de frente das ações do ACNUR no Brasil e no mundo.

Agência da ONU para Refugiados doa 180 camas para hospital de campanha em Boa Vista

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) doou 180 camas para o hospital de campanha de Boa Vista, construído pela Força Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida para atender pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela, além de brasileiros vítimas da COVID-19 no estado fronteiriço de Roraima.

A doação faz parte da estratégia do ACNUR para enfrentar a pandemia do novo coronavírus entre a população refugiada, beneficiando também as comunidades de acolhida dessas pessoas.

ACNUR apoia o lançamento do plano municipal para imigrantes da prefeitura de São Paulo

Pioneira na implementação de políticas públicas voltadas para a integração de pessoas refugiadas e migrantes, a Prefeitura de São Paulo lançou, na semana passada (11), o primeiro Plano Municipal de Políticas para Imigrantes.

Elaborado de forma participativa, o plano é um instrumento de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação da política municipal para a população de outras nacionalidades que vivem na cidade, tendo vigência entre os anos de 2021 e 2024.

Para o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas, que participou do evento virtual de lançamento, a construção do Plano Municipal reflete as diretrizes do ACNUR ao envolver as pessoas refugiadas na construção das políticas públicas que contemplam as diferentes perspectivas de quem vive nas cidades.

Tragédia pessoal impulsiona luta de assistente social contra violência de gangues em Honduras

Para Santiago Ávila, 32 anos, a luta contra as poderosas gangues de rua que aterrorizam as comunidades de seu país, Honduras, é profundamente pessoal. Ele tinha 19 anos quando seu irmão Maurício, de 16 anos, foi sequestrado, torturado e assassinado por grupos criminosos. A morte do irmão desencadeou uma série de outras consequências traumáticas que se prolongaram por muitos anos, forçando Santiago e sua mãe a fugir do país para sobreviver.

Santiago passou anos tentando transformar o sofrimento de sua família em algo positivo para sua comunidade. Ele ajudou a transformar a emergente organização comunitária Jóvenes Contra la Violencia (Juventude Contra a Violência, em tradução livre) em uma das mais importantes forças que combatem gangues em Honduras.

O grupo, que começou há cerca de uma década e recebe apoio do ACNUR, conta atualmente com mais de 600 jovens embaixadores em Honduras, bem como com cerca de 200 embaixadores crianças, alguns com apenas seis anos de idade.

ACNUR registra 134 mil refugiados e migrantes da Venezuela no Brasil

O registro e a documentação das pessoas que fogem de guerras, conflitos políticos e perseguições nos países que as recebem são de extrema importância para assegurar sua proteção e acesso a serviços. No atual contexto de pandemia da COVID-19, a atividade de registro ganha ainda mais relevância como ferramenta de proteção fundamental, já que possíveis vulnerabilidades precisam ser mais rapidamente identificadas e atendidas.

A proteção de um refugiado, portanto, começa com seu registro e esta é uma das principais atividades da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em apoio às ações realizadas pelo governo do Brasil, no contexto do fluxo de refugiados e migrantes da Venezuela para o país.

OIM apoia plano de políticas para imigrantes da Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo lança nesta terça-feira (11) o I Plano Municipal de Políticas para Imigrantes (PPI) elaborado em conjunto por migrantes e poder público, com o apoio técnico da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

A apresentação será realizada em cerimônia online pelas redes sociais da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do município São Paulo a partir das 19h.

Hospital de campanha salva vidas de indígenas infectados pela COVID-19 no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia um hospital de campanha em Boa Vista (RR), construído pela Operação Acolhida – resposta governamental ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil.

O hospital tem capacidade para receber até 1.782 pacientes confirmados ou com suspeita de COVID-19. Até o momento, atendeu 625 venezuelanos e muitos brasileiros, incluindo indígenas.

O ACNUR disse estar ciente de pelo menos 19 mortes relacionadas à COVID-19 entre refugiados, dos quais nove eram venezuelanos indígenas, enquanto mais de 570 se recuperaram da doença. Conheça a história da indígena venezuelana, Dialisa Mata, que se recuperou da COVID-19 neste hospital em Boa Vista.

ONU leva ajuda humanitária imediata para apoiar Beirute após explosão

A resposta à explosão desta terça-feira (4) em Beirute, no Líbano, exige apoio global para “superar o impacto devastador” da crise que o povo libanês enfrenta, afirmou o vice-coordenador especial da ONU para o país, Ján Kubis. Para ajudar a atender às necessidades imediatas, 9 milhões de dólares foram liberados do Fundo Humanitário Libanês.

As explosões mataram cerca de 140 pessoas, deixaram 5 mil feridos e centenas de pessoas desaparecidas. Cerca de 80 mil crianças estão entre as 300 mil pessoas deslocadas pelas explosões de Beirute, e três hospitais estão inoperantes e outras duas instalações de saúde sofreram danos substanciais – o equivalente a 500 leitos hospitalares perdidos.

O Líbano é a nação que abriga a maior população de refugiados per capita do mundo. No total, abriga mais de 925 mil refugiados registrados, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). E é no Brasil onde vive a maior comunidade de libaneses do mundo, com uma população maior do que a do próprio Líbano.

Temas relacionados à integração das pessoas refugiadas no Brasil serão discutidos entre profissionais de campo, pesquisadores e os próprios refugiados. Foto: Daniele Batemarque e Camila Seabra

ACNUR lança podcast que discute integração de refugiados no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com universidades da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), lançaram na quinta-feira (6) o podcast “Refúgio em Pauta”, que discute temas de integração das pessoas refugiadas no Brasil com profissionais de campo, pesquisadores e os próprios refugiados.

O primeiro episódio trata da segurança alimentar no contexto de pandemia da COVID-19. O coordenador de campo do ACNUR em Boa Vista (RR), Arturo de Nieves, fala sobre a resposta do ACNUR e de seus parceiros em um contexto de emergência humanitária.

Grandes áreas de Beirute foram destruídas como resultado da explosão no porto da cidade. Foto: UNIFIL

Líbano: apoio aos hospitais é prioridade da ONU após explosão em Beirute

A Organização das Nações Unidas (ONU) está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades do Líbano para apoiar a resposta contínua após a enorme explosão que abalou Beirute na terça-feira (4), destruindo grandes áreas da capital.

Mais de 130 pessoas morreram na explosão, que atingiu o porto e os arredores, deixando inúmeros feridos e milhares de desabrigados. O governo declarou estado de emergência por duas semanas.

Falando na quarta-feira (5), o vice-porta-voz da ONU Farhan Haq disse a jornalistas que o apoio a hospitais e à resposta a traumas é uma prioridade.

Refugiada eritreia sobrevivente de abuso sexual recebe apoio para recomeçar vida na Suécia

A refugiada eritreia Samrawit, de 20 anos, foi torturada, espancada e estuprada por quase dois anos na Líbia. Samrawit deixou a Eritreia após a partida de um parente próximo que, temendo por sua vida, fugiu do alistamento militar. Sem família no país, ela também decidiu fugir. Mas foi sequestrada e levada por traficantes de pessoas para uma cidade no Sudão, perto da fronteira com a Líbia.

Em outubro de 2019, Samrawit foi levada para Ruanda junto com outros 123 refugiados que estavam detidos na Líbia. Hoje, Samrawit está reassentada na Suécia e faz parte do programa de reassentamento do ACNUR para refugiados altamente vulneráveis. Leia a reportagem completa.

Desde 2018, mais de 38 mil venezuelanos deixaram Roraima rumo a outros estados brasileiros

Desde 2018, mais de 38 mil venezuelanos foram interiorizados de Roraima para mais de 570 municípios de 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Esses são resultados da Estratégia de Interiorização da Operação Acolhida, que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas e da sociedade civil.

O tema foi debatido na quinta-feira (30) no seminário online “Integração Socioeconômica de Refugiados e Migrantes Venezuelanos e a Estratégia de Interiorização”, realizado em parceria com a União Europeia, que doa recursos ao ACNUR que possibilitam fortalecer a resposta emergencial brasileira. O evento contou também com a participação do Ministério da Cidadania, Operação Acolhida e Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Minas terrestres e explosivos representam riscos mortais para os deslocados no Sahel e no Lago Chade

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pede mais esforços para mitigar os riscos enfrentados por refugiados e deslocados internos em relação a minas terrestres e dispositivos explosivos improvisados ​​nas regiões da bacia do Sahel e do Chade, em conflito na África.

Desde o início de 2020, há um número crescente de incidentes fatais envolvendo populações deslocadas à força.

Minas, engenhos explosivos não detonados (UXO) e uso mais frequente de dispositivos explosivos improvisados ​​(IEDs) estão resultando em uma ameaça crescente para comunidades locais, refugiados e deslocados internos.

Em Manaus (AM), embarque de Unidades de Habitação para refugiados do ACNUR em avião da Força Aérea do Peru. Foto: ACNUR

ACNUR fornece unidades de habitação emergencial para apoiar resposta à COVID-19 na América Latina

À medida em que a pandemia do novo coronavírus se espalha pela América Latina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil segue fornecendo apoio de resposta às emergências humanitárias na região.

Nesta semana, foi concluído o embarque de 336 Unidades de Habitação para Refugiados para Peru, Venezuela, República Dominicana, Haiti, Aruba e Guiana, fruto da cooperação entre os escritórios do ACNUR nos diferentes países.

A Unidade de Habitação para Refugiados, em inglês Refugee Housing Unit (RHU), é uma estrutura utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência humanitária. Durante a pandemia de COVID-19, as unidades serão utilizadas para diversos fins de proteção, principalmente como áreas de isolamento para casos confirmados ou suspeitos de COVID-19.

ACNUR amplia apoio a refugiados e brasileiros para frear consequências devastadoras da COVID-19

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está intensificando os esforços no Brasil para proteger dezenas de milhares de refugiados e migrantes da Venezuela e as comunidades que os acolhem, enquanto o país luta contra a pandemia da COVID-19.

O Brasil abriga mais de 345 mil refugiados e solicitantes de refúgio, para os quais as consequências da pandemia são especialmente severas.

Embora o número total de refugiados que contraíram o vírus no Brasil seja desconhecido, o ACNUR informou ao menos 19 mortes relacionadas à COVID-19, das quais nove entre indígenas venezuelanos.

Juan Batista Ramos shows one of the murals he painted at Tancredo Neves shelter, in Boa Vista, Brazil. Photo: Allana Ferreira/UNHCR

In Roraima, Brazil, Venezuelan volunteers help keep refugees and migrants safe from COVID-19

Giving life and colour to the shelter in which he lives is what gives joy to 69 year-old Venezuelan Juan Batista Ramos. Like him, another 480 refugees and migrants sheltered in Roraima, Brazil, found a way to contribute to the places they temporarily call home. “Every time the shelter needs me, I’m happy to be able to help”, said Ramos, who arrived alone in Brazil in October of 2019 and has lived in the shelter since January of this year.

O artista Ramos mostra com alegria um dos murais que pintou no abrigo Tancredo Neves, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Em Roraima, venezuelanos voluntários ajudam a manter refugiados e migrantes seguros da COVID-19

Dar vida e cor ao abrigo em que mora é o que dá mais alegria ao venezuelano Juan Batista Ramos, de 69 anos. Assim como ele, outros 480 refugiados e migrantes abrigados em Roraima encontraram no trabalho comunitário uma forma de contribuir para os locais que eles chamam temporariamente de casa.

“Toda vez que o abrigo precisa de mim, fico feliz em poder ajudar”, diz Ramos, que chegou sozinho ao Brasil em outubro de 2019 e mora no abrigo desde janeiro deste ano. Leia reportagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Jovens artistas desenham um mundo onde a bondade vence o coronavírus

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou nesta quinta-feira (23) os vencedores do seu primeiro Concurso de Arte “Juventude com os Refugiados”, lançado em abril de 2020 em meio à pandemia da COVID-19, com objetivo de incentivar jovens de 12 a 25 anos a refletir criativamente sobre o tema: “Todos importam na luta contra o vírus, incluindo refugiados”.

Mais de 2.000 participantes de 100 países enviaram desenhos e histórias em quadrinhos, e 25% deles eram refugiados ou solicitantes de refúgio.

Indígenas Warao em Manaus participam de projeto de rádio comunitária. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Mais da metade dos indígenas venezuelanos no Brasil já recebeu apoio do ACNUR

Monitoramento feito pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) revela que dos 5 mil indígenas venezuelanos registrados no Brasil, cerca de 2,3 mil foram beneficiados com com kits de higiene, limpeza, cozinha, entre outros itens, em Roraima, Amazonas e Pará.

Nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (RR), mais de 1,4 mil indígenas estão em abrigos da Operação Acolhida com apoio do ACNUR. Em Belém e Manaus, em parceria com as prefeituras das cidades, outros 776 estão abrigados.

Venezuelanos recebem doações do ACNUR para recomeçar a vida em outras partes do país

Usando máscaras, mantendo distanciamento físico e malas nas mãos, 27 venezuelanos abrigados em Boa Vista (RR) foram para o aeroporto da cidade na última quinta-feira (16) para embarcarem, junto com suas famílias e sonhos, rumo a Juiz de Fora (MG).

Os participantes dessa rodada do programa de interiorização – um dos pilares da resposta governamental ao fluxo de venezuelanos que chega ao país desde 2016 – receberam apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para terem proteção social e apoio financeiro e material para este novo recomeço em plena pandemia no país, com um dos maiores índices de infectados e mortos no mundo.