Sala de aula no campo de Kutupalong. Foto: UNICEF/Patrick Brown

VÍDEO: Coronavírus chega ao maior campo de refugiados do mundo, em Bangladesh

Agências humanitárias das Nações Unidas confirmaram o primeiro caso de COVID-19 no maior assentamento de refugiados do mundo, Kutapalong, em Bangladesh, que acolhe 860 mil pessoas da minoria rohingya que fugiram da perseguição em Mianmar, país vizinho.

Uma pessoa da comunidade de acolhimento também testou positivo. Os dois pacientes estão isolados, sendo tratados, e todos os seus contatos estão sendo rastreados, testados e colocados em isolamento.

Em entrevista à ONU News, a coordenadora de Gestão e Desenvolvimento de Campo da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Kerry McBroom, explicou os três maiores desafios atuais.

Rádio comunitária engaja refugiados e migrantes indígenas em Manaus

A pandemia do novo coronavírus é a principal pauta dos programas de rádios comunitárias, que ajudam a reforçar as medidas de prevenção divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reportam o número de pessoas infectadas e óbitos. Também há espaço para músicas e assuntos diversos, como futebol e a vida de celebridades.

Esta é uma das estratégias da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para fortalecer a proteção das populações indígenas venezuelanas no Norte do país. Em parceria com o Instituto Mana e Secretaria Municipal da Mulher Assistência Social e Cidadania de Manaus (SEMASC), as rádios comunitárias nos dois abrigos compartilham informações confiáveis e atualizadas sobre a COVID-19. A ação conta com participação da organização Médico Sem Fronteiras (MSF).

Desde o surgimento da COVID-19, refugiados e migrantes da Venezuela agora enfrentam uma miríade de desafios, incluindo a perda de meios de subsistência, despejos e o aumento da estigmatização. Foto: OIM Brasil/Bruno Mancinelle

Organizações buscam apoio urgente a refugiados e migrantes da Venezuela em meio à pandemia

Com a pandemia da COVID-19 ameaçando a segurança e o futuro de milhões de refugiados e migrantes da Venezuela e de suas comunidades anfitriãs, mais de 150 organizações que trabalham em 17 países da América Latina e no Caribe estão apelando à comunidade internacional para um aumento urgente de apoio.

“O coronavírus está pressionando nossas sociedades de maneiras que nunca poderíamos imaginar. Para os refugiados e migrantes venezuelanos, a pandemia os expõe a dificuldades ainda maiores, já que muitos estão lutando para sobreviver fora de casa”, disse Eduardo Stein, representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes da Venezuela.

Refugiados fazem máscaras faciais para ajudar na crise da COVID-19

Com o avanço da pandemia da COVID-19, medidas básicas de proteção se tornam regra para tentar diminuir a curva de contaminação da doença. Uma delas é o uso de máscaras de proteção quando há necessidade de sair em público ou ao interagir com outras pessoas além daquelas que vivem juntas, rotina muito comum na vida de quem está acolhido em algum abrigo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil e no mundo.

Maombi Samil, refugiado de 24 anos da República Democrática do Congo, percebeu uma oportunidade de reinventar suas habilidades. “Eu queria usar meu talento e tecidos disponíveis na comunidade para mostrar que nós, refugiados, também podemos contribuir para o combate à pandemia, não apenas contar com assistência”. Conheça a história de Maombi e de outros refugiados que estão ajudando na crise do novo coronavírus.

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Sem esse dinheiro eu estaria na rua”, diz venezuelana apoiada pelo ACNUR

As manicures venezuelanas Silany e Francis chegaram ao Brasil há um mês, em plena pandemia do novo coronavírus e não conseguiram colocação profissional por conta das medidas de isolamento social.

Graças a um programa de transferência de renda do ACNUR, elas poderão manter as despesas básicas com moradia, alimentação e medicamentos.

Conheça a história das refugiadas que atualmente moram em Brasília, no Distrito Federal, e saiba como ajudar.

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Without this money, I’d be in the streets”, says Venezuelan supported by UNHCR

Venezuelan manicurists Silany and Francis arrived in Brazil a month ago, in the middle of the new coronavirus pandemic and were unable to get a job because of the social isolation measures.

Thanks to a cash transfer programme of the United Nations Refugee Agency (UNHCR), they will be able to cover their basic living, food and medicine expenses.

Get to know the history of the refugees who currently live in Brasília, in the Federal District, and learn how to help.

Conheça a história de mães refugiadas que fizeram o impossível pelos filhos

Elas cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Conheça a história de Christine, Opani, Maysaa, Jorina e Annabel. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Evento de lançamento da cartilha no auditório do Banco Central, em novembro de 2019. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Banco Central lança nova edição de cartilha financeira para refugiados e migrantes

O Banco Central (BC) atualizou a Cartilha de Informações Financeiras para Migrantes e Refugiados. O guia é feito em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Além da versão em português, as cartilhas estão disponíveis em inglês, francês, espanhol e árabe.

Na nova versão, a cartilha atualiza detalhes sobre regras para o cheque especial e agrega informações sobre abertura de conta corrente.

Empreendedores refugiados se beneficiarão de informações sobre microcrédito por meio de acordo firmado entre ACNUR e ABCRED. Foto: Arquivo pessoal/Duchelier Mahonza Kinkani

ACNUR firma acordo para promover informações sobre microcrédito a refugiados empreendedores no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) firmaram em abril (14) um acordo de cooperação que busca prover informações sobre o acesso ao microcrédito e microfinanças a refugiados que já são empreendedores ou que queiram abrir seu próprio negócio no Brasil.

A parceria é firmada em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, na qual pequenos e médios empreendedores estão tendo dificuldades para manter seus negócios em funcionamento.

Ibrahim Al Hussein (à esquerda) é um dos refugiados que participam do documentário 'THF: Aeroporto Central', do brasileiro Karim Aïnouz. Imagem: THF

Cineasta brasileiro espera que pandemia gere mais empatia por situação de refugiados

Em vez de medo e xenofobia, o isolamento e a incerteza em relação ao futuro provocada pela pandemia têm o potencial de gerar mais empatia em relação ao outro, especialmente em relação àqueles que já enfrentavam dificuldades antes mesmo de a COVID-19 emergir, como refugiados, migrantes e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A expectativa é do cineasta brasileiro Karim Aïnouz, que lançou na sexta-feira (24), diretamente nas plataformas de streaming, seu filme “Aeroporto Central”, que trata da situação de solicitantes de refúgio abrigados no extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim. Leia a entrevista concedida à ONU Brasil.

Ao longo de um ano, o documentário acompanhou a vida do estudante sírio Ibrahim (esquerda) e do fisioterapeuta iraquiano Qutaiba (direita). Foto: Juan Sarmiento

Pandemic could generate more empathy towards refugees, says Brazilian filmmaker

Instead of fear and xenophobia, the isolation and uncertainty about the future brought by the COVID-19 pandemic has the potential to generate more empathy and solidarity towards others, including refugees.

That’s the hope of the Brazilian filmaker Karim Aïnouz, who launched directly on the streaming platforms his documentary “Central Airport THF”, which describes the situation of asylum seekers sheltered in the former Tempelholf Airport, in Berlin.

Crianças e adolescentes têm os mesmos direitos que a condição de refugiado confere a seus pais e mães, podendo tirar a Carteira de Registro Nacional Migratório e pedir a naturalização brasileira em quatro anos. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Em reunião online, Brasil reconhece 772 crianças e adolescentes venezuelanos como refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) elogiou o governo brasileiro pelo reconhecimento, na terça-feira (28), da condição de refugiado de 772 crianças e adolescentes venezuelanos.

As crianças e adolescentes beneficiadas pela decisão são filhos ou dependentes de venezuelanos que já haviam sido reconhecidos como refugiados pelo governo brasileiro – e que solicitaram a extensão deste reconhecimento aos seus familiares com menos de 18 anos.

COVID-19: Refugiados sírios se adaptam ao isolamento em campos da Jordânia

Mesmo sem ter casos confirmados da COVID-19 até agora, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está ajudando cerca de 120 mil refugiados que vivem nos maiores campos da região, fazendo o possível para mitigar ameaças.

Conheça um pouco os desafios enfrentados por dois refugiados que vivem em campos da Jordânia e estão isolados desde 21 de março. Com tantas pessoas vivendo tão próximas e com acesso apenas às instalações básicas de saúde e saneamento, muitos temem o que acontecerá se o vírus chegar aos campos.

Cartilha multilíngue auxilia na promoção da saúde de indígenas venezuelanos refugiados no Brasil

Nos esforços para apoiar as populações mais vulneráveis à pandemia do novo coronavírus, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Instituição Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI) lançam a cartilha ‘Comunicação sobre Saúde com Indígenas Warao e Eñepa’, disponível em português, espanhol, e também nos idiomas nativos dessa população indígena em situação de refúgio no Brasil.

Voltado também para profissionais de saúde, a publicação traz uma perspectiva intercultural para facilitar a comunicação e o entendimento com a população indígena sobre saúde, diagnóstico e tratamento de acordo com a cosmologia de cada grupo. O material foi produzido em estreita colaboração com lideranças dessas duas etnias, que apoiaram na tradução, revisão e ilustração.

Oito filmes para entender os desafios enfrentados pelos refugiados

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o mercado cinematográfico tem buscado alternativas para sobreviver à crise. Pela primeira vez, o cearense Karim Aïnouz lançou o filme “TFH: Aeroporto Central” online e disponibilizou nos serviços de streaming. A obra resgata a importância do extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, que teve seus hangares usados como abrigos de emergência para refugiados que buscavam asilo, entre 2015 e 2019.

Além do longa “Aeroporto Central”, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) fez uma lista com mais oito filmes que refletem a dura realidade de milhões de pessoas em todo o mundo que foram forçadas a deixar suas casas para sobreviver.

Hayam leva cinco minutos para confeccionar uma máscara - Foto: Arquivo pessoal

Refugees make and distribute COVID-19 masks in Sao Paulo

Refugees and migrants are making and distributing masks designed to protect against the coronavirus to residents living in public housing in Sao Paulo, Brazil. Get to know the story of the Syrian designer and journalist who are working in collaboration with the Ministry of Labour and the University of Campinas with support from United Nations Refugee Agency (UNHCR) and the United Nations Population Fund (UNFPA) on the project that is called “Deslocamento Criativo”.

Livros sobre refúgio para ler durante o afastamento social

Para celebrar o Dia Mundial do Livro, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) selecionou 12 obras, incluindo títulos para crianças e adultos, para ajudar as pessoas entenderem mais sobre o refúgio.

A cada minuto, 25 pessoas são deslocadas à força em decorrência de conflitos ou perseguições.

Nestes tempos difíceis, discutir o tema do refúgio é ainda mais relevante, uma vez que os refugiados estão entre as populações mais vulneráveis ao novo coronavírus.

Conheça Sérgio Vieira de Mello e sua trajetória no trabalho humanitário

Sérgio Vieira de Mello iniciou sua trajetória trabalhando com ajuda humanitária em 1969, quando tinha apenas 21 anos. Passou a maior parte de sua carreira participando de missões pelo ACNUR em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Camboja. Entre 1999 e 2002, Sérgio liderou a missão da ONU que acompanhou a transição do Timor Leste para a independência.

O compromisso do brasileiro com as causas humanitárias o levou ao cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos em 2002. Em 2003, enquanto atuava como representante oficial do Secretário-geral das Nações Unidas para o Iraque, buscando solucionar o violento conflito que assolava o país, Sérgio foi vítima de um ataque fatal à sede da ONU em Bagdá.

Elayne Sartori, assistente de campo do Fundo de População da ONU, foi uma das mediadoras da sessão. Foto: UNFPA Brasil/Igo Martini

UNFPA e ACNUR realizam primeiro treinamento online sobre prevenção ao abuso e à exploração sexual

Em razão da pandemia de COVID 19, foi realizada na segunda-feira (13) a primeira sessão remota da Oficina Proteção Contra a Exploração, Abuso Sexual e Assédio, com mediação de oficiais da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A oficina teve como objetivo sensibilizar os trabalhadores e trabalhadoras da assistência humanitária sobre como os atos de exploração e abuso sexual afetam indivíduos e comunidades inteiras e o que fazer a respeito por meio de mecanismos de denúncia.

Em Manaus, ACNUR e parceiros realizam realocação de população indígena da etnia warao para abrigos temporários. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

COVID-19: ACNUR e parceiros intensificam resposta emergencial a indígenas venezuelanos

Enquanto a pandemia do novo coronavírus avança em todas as partes do mundo e afeta especialmente as populações mais vulneráveis, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil intensificam a resposta emergencial para prevenir a COVID-19 junto às populações indígenas em situação de refúgio nas regiões Norte e Nordeste do país.

Em conjunto com autoridades estaduais e municipais e com a Operação Acolhida (resposta federal ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil), o ACNUR e parceiros têm implementado ações que garantem abrigamento, segurança alimentar, acesso a serviços de saúde e informação de qualidade nos idiomas das etnias Warao e Eñepa.

Livro infantil é lançado para ajudar crianças a lidar com a COVID-19

O livro “Meu herói é você, como as crianças podem combater a COVID-19!” explica como as crianças podem se proteger e proteger suas famílias e amigos contra o coronavírus e como gerenciar emoções difíceis quando confrontadas com uma realidade nova e que muda rapidamente.

Este livro é um projeto do Grupo de Referência do Comitê Interagencial Permanente sobre Saúde Mental e Apoio Psicossocial em Situações de Emergência, realizado em colaboração com agências das Nações Unidas – Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), mais de 50 organizações não governamentais nacionais e internacionais e agências internacionais que trabalham com saúde mental e apoio psicossocial em situações de emergência.

Trabalhadores venezuelanos e brasileiros que atuam com a Operação Acolhida e agências da ONU em Boa Vista Foto: Allana Ferreira/ACNUR

COVID-19: Brazilians and Venezuelans come together to build a temporary hospital in Boa Vista

In Boa Vista (Roraima), Venezuelans and Brazilians construct a temporary hospital for the monitoring and treatment of COVID-19.

The site will have 1,200 hospital beds and a thousand more vacancies for possible cases. Supported by the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) and other UN agencies, it is being built by Operação Acolhida (Operation Welcome), in response to the flow of Venezuelan migrants and refugees.

Meet Diego, Yosley and other Venezuelans who are proud to contribute to the Brazilian efforts against the new coronavirus.

Trabalhadores venezuelanos e brasileiros que atuam com a Operação Acolhida e agências da ONU em Boa Vista Foto: Allana Ferreira/ACNUR

COVID-19: brasileiros e venezuelanos se unem para construir hospital temporário em Boa Vista

Em Boa Vista (Roraima), venezuelanos e brasileiros trabalham na construção de um hospital temporário para o acompanhamento e tratamento contra a COVID-19.

O local terá 1.200 leitos hospitalares e mais mil vagas para observação de casos suspeitos e está sendo construído pela Operação Acolhida, resposta do governo ao fluxo de migrantes e refugiados venezuelanos que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas.

Conheça as trajetórias de Diego, Yasley e outros venezuelanos que conseguiram uma renda e se orgulham de participar dos esforços brasileiros contra o novo coronavírus.

Refugiada do Sudão do Sul coleta galões em campo de refugiados de Kakuma, no Quênia, parte do esforço global para proteger refugiados da pandemia de COVID-19. Foto: ACNUR/Allan Kipotrich Cheruiyot

Sony Corporation doa US$3 milhões para fundo de proteção a refugiados frente à COVID-19

A Agência ONU para Refugiados (ACNUR) comemorou o anúncio da multinacional japonesa Sony Corporation de instituir o Fundo de Ajuda Global da Sony para COVID-19, através do qual uma contribuição de 3 milhões de dólares será feita para ajudar a proteger os refugiados da ameaça dessa pandemia.

Esta é a primeira grande contribuição do setor privado ao apelo lançado pelo ACNUR. Fundos oportunos e irrestritos como estes são essenciais para ajudar as operações de campo da agência a preparar e responder à pandemia da COVID-19 e impedir sua propagação entre refugiados e comunidades anfitriãs.

O casal de refugiados sírios Ghazal e Talal prepara marmitas que serão doados para idosos de São Paulo. Foto: Riad Altinawi

Syrian refugees donate food to the elderly people during the pandemic in Brazil

The couple Talal e Ghazal Al-Tinawi, both Syrian refugees in Brazil, felt in their wallet the decrease of orders at their Arabic food delivery service due to the COVID-19 in Sao Paulo, the state with the highest number of cases in Brazil. Even so, they found a caring alternative to contribute to mitigate the new virus transmission.

They made an effort to increase their production so that 300 packed lunches could be delivered to the elderly, one of the most vulnerable at risk to the COVID-19 disease. Complying with the World Health Organization (WHO) recommendation, the food is safely being delivered to their homes.

O casal de refugiados sírios Ghazal e Talal prepara marmitas que serão doados para idosos de São Paulo. Foto: Riad Altinawi

Refugiados sírios doam marmitas para idosos durante a pandemia em São Paulo

O casal Talal e Ghazal Al-Tinawi, refugiados vindos da Síria com seus filhos, sentiu no bolso a redução dos pedidos de delivery de comida árabe por conta da pandemia da COVID-19 em São Paulo, estado com mais casos da doença no Brasil. Mesmo assim, eles encontraram uma alternativa humana de contribuir para mitigar a transmissão do novo coronavírus.

“Chegamos no Brasil há sete anos e somos muito gratos ao povo brasileiro, que nos recebeu de braços abertos e nos apoiou sempre que precisávamos. Agora, chegou nosso momento de retribuir com o que temos de melhor: nossa comida árabe para quem mais precisa, as pessoas idosas”, disse Talal, engenheiro mecânico de formação.

COVID-19: Prevenção e inclusão devem estar no centro da resposta para refugiados, diz ACNUR

Ann Burton, chefe da Seção de Saúde Pública do ACNUR, destaca os perigos que o novo coronavírus representa para refugiados e pessoas deslocadas, e descreve como o ACNUR está trabalhando para diminuir sua propagação, reduzir seu impacto e salvar vidas.

A maioria dos 25,9 milhões de refugiados do mundo vive em países em desenvolvimento, onde as unidades de terapia intensiva costumam ter menos leitos e menos ventiladores. A especialista afirma que a prevenção e a inclusão devem estar no centro da resposta para as pessoas deslocadas.

Funcionário do ACNUR constrói enfermaria ao lado do hospital Erasmo Meoz, em Cúcuta, na Colômbia, como parte da intensificação da resposta à COVID-19. O local tem capacidade de atender 72 pacientes. Foto: ACNUR

COVID-19 e o fluxo venezuelano: necessidades de refugiados e migrantes aumentam e medidas de ajuda são essenciais

Com a pandemia de coronavírus testando os sistemas de saúde em todo o mundo, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estão chamando a atenção para os desafios que os refugiados e migrantes da Venezuela enfrentam.

“Pedimos à comunidade internacional que aumentem seu apoio a programas humanitários, de proteção e integração, dos quais a vida e o bem-estar de milhões de pessoas dependem, incluindo das comunidades que os acolhem”, afirmou Eduardo Stein, representante especial conjunto ACNUR-OIM para refugiados e migrantes da Venezuela.

Angelina Jolie participou da conferência anual em memória a Sérgio Vieira de Mello. Foto: ACNUR/Mark Henley

ARTIGO: Fechar escolas desestabilizou vida de crianças; como podemos ajudá-las a continuar aprendendo

A pandemia da COVID-19 fechou escolas em 165 países, deixando 87% de todos os alunos do mundo sem aulas. A reposta para isto é o ensino  online mas nem todas as crianças têm acesso a tecnologia necessária para o aprendizado remoto.

A Coalizão Global pela Educação estimula a adoção de soluções práticas, que podem incluir alternativas como rádio e TV. É o que explicam Angelina Jolie, enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), e Audrey Azoulay, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em artigo publicado na revista ‘Time’ nesta semana.

Mariam Walate Intanere, de 25 anos, fugiu do Mali para o Níger com seu tio e quatro filhos. Ela e sua família receberão uma das 1 mil casas em Ouallam que estão sendo construída para refugiados e seus anfitriões. Foto: ACNUR/Sylvain Cherkaoui

Direitos e saúde de refugiados e migrantes devem ser protegidos em meio à pandemia

Diante da crise de COVID-19, todos somos vulneráveis. O vírus mostrou que não discrimina – mas muitos refugiados, deslocados à força, apátridas e migrantes estão em maior risco.

O alerta foi feito em comunicado conjunto publicado na terça-feira (31) por Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

Site acompanhará a história de pessoas refugiadas empreendedoras que estão empenhadas em superar mais um desafio, a pandemia de COVID-19. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

ACNUR lança página de apoio a empreendedores refugiados em meio à crise de COVID-19

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta quarta-feira (1) a página “Refugiados Empreendedores”, na qual, a cada semana, cinco diferentes casos de pessoas refugiadas empreendedoras no Brasil serão listados.

A proposta é gerar visibilidade aos negócios de pessoas refugiadas que seguem empreendendo no país e contribuindo para o desenvolvimento de suas comunidades e da economia local, mesmo diante das dificuldades geradas pela pandemia da COVID-19.

ACNUR realiza ações para mitigar o impacto da COVID-19 no refugiados. Foto: ACNUR

Coronavírus e refugiados: o que o ACNUR está fazendo no Brasil e no mundo

A Agência ONU para Refugiados (ACNUR), juntamente com outras agências das Nações Unidas e organizações parceiras, acompanha de perto a situação da pandemia da COVID-19 e trabalha diariamente para mitigar os possíveis impactos do coronavírus nos refugiados, pessoas forçadas a se deslocar e comunidades que as acolhem.

Mais de 80% da população global de refugiados e de deslocados internos estão em países de renda baixa ou média, cujos sistemas de saúde e saneamento básico estão sobrecarregados. A superlotação nos campos, assentamentos e abrigos onde vivem é algo comum e representa um desafio adicional no combate à COVID-19, uma vez que o distanciamento social é uma das formas mais eficazes de combater a propagação deste vírus.

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à COVID-19. Foto: UNESCO

Coronavírus: UNESCO reúne organizações, sociedade civil e setor privado em coalizão pela aprendizagem

Em um momento no qual 87% da população mundial de estudantes é afetada pelo fechamento de escolas devido à COVID-19, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) está lançando uma coalizão global de educação para apoiar os países a ampliar suas melhores práticas de aprendizagem a distância e atingir crianças e jovens em maior risco.

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à COVID-19.

Nicaraguenses fogem para Costa Rica em busca de proteção internacional. Foto: ACNUR/Daniel Dreifuss

Após dois anos de crise, mais de 100 mil pessoas fugiram da Nicarágua

Ao longo dos últimos dois anos, mais de 100 mil pessoas na Nicarágua procuraram asilo em outros países, buscando fugir de perseguições e violações de direitos humanos. A informação é do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“Sérias crises políticas e sociais no país têm incentivado estudantes, defensores de direitos humanos, jornalistas e fazendeiros nicaraguenses a fugir do país, numa média de 4 mil pessoas a cada mês”, disse durante coletiva a jornalistas o porta-voz do ACNUR Shabia Mantoo, no Palácio das Nações em Genebra. Sem resolução à vista, a agência espera que esse número cresça ainda mais.

Entre as ações realizadas pela OIM em Roraima estão a distribuição de kits de higiene, o auxílio com profissionais de saúde e doação de equipamentos para a rede pública de saúde. Foto: OIM

OIM apoia venezuelanos e comunidade de acolhida com ações frente à COVID-19

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o financiamento do governo do Japão, está promovendo ações de saúde em Roraima, apoiando a Operação Acolhida, resposta humanitária do governo federal em parceria com agências da ONU e sociedade civil.

Entre as ações realizadas estão a distribuição de kits de higiene, o auxílio a profissionais de saúde e a doação de equipamentos para a rede pública de saúde de Roraima, assim como o compartilhamento e produção de conteúdo informativo e preventivo sobre o coronavírus.