O secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa virtual sobre a pandemia de COVID-19. Foto: Reprodução

Chefe da ONU pede solidariedade, esperança e resposta global coordenada para combater pandemia

À medida que o medo e a incerteza do público crescem em torno da pandemia da COVID-19, “mais do que nunca, precisamos de solidariedade, esperança e vontade política para enfrentar essa crise juntos”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta quinta-feira (19), em sua primeira coletiva de imprensa virtual.

O chefe da ONU disse que enfrentar a emergência de saúde é a sua preocupação número um, e defendeu a ampliação dos gastos com saúde para cobrir, entre outras coisas e “sem estigma”, testes, apoio aos profissionais de saúde e garantia de suprimentos adequados.

Sobre o âmbito econômico, salientou: “fundamentalmente, precisamos nos concentrar nas pessoas – nos trabalhadores mais vulneráveis, com baixos salários, pequenas e médias empresas”. “Isso significa apoio salarial, seguro, proteção social, prevenção de falências e perda de empregos”. Leia a reportagem completa.

A informação é uma ferramenta fundamental para incentivar que as pessoas adotem as medidas preventivas disponíveis para proteger e salvar vidas. Foto: pixabay/geralt

OIT: quase 25 milhões de empregos podem ser perdidos no mundo devido à COVID-19

A crise econômica e trabalhista criada pela pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, a COVID-19, pode aumentar o número de desempregados no mundo em quase 25 milhões, segundo uma nova avaliação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgada nesta quarta-feira (18).

Para evitar esse cenário, a OIT recomenda a ampliação da proteção social, o apoio à manutenção de empregos (ou seja, trabalho com jornada reduzida, licença remunerada e outros subsídios) e aos benefícios fiscais e financeiros, inclusive para micro, pequenas e médias empresas.

Além disso, a avaliação propõe medidas de política fiscal e monetária, além de empréstimos e do apoio financeiro a setores econômicos específicos.

Existem 9,4 milhões de jovens desempregadas e desempregados na América Latina e no Caribe, 23 milhões não estudam ou trabalham e mais de 30 milhões só conseguem emprego informal. Foto: Reprodução

Desemprego, informalidade e desocupação afetam jovens na América Latina e no Caribe

Altas taxas de desemprego, informalidade e desocupação afetam quase 110 milhões de jovens na América Latina e no Caribe e representam o desafio na elaboração de estratégias eficazes para facilitar sua inserção no mercado de trabalho, disse o escritório regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta segunda-feira (16), citando novos dados de um relatório sobre tendências de emprego.

“O cenário de emprego juvenil na região é preocupante e ficará ainda mais complicado quando for sentido o impacto do coronavírus na economia regional”, disse Vinícius Pinheiro, diretor da OIT para a América Latina e o Caribe.

“Quando há uma crise, os jovens estão entre os primeiros a perder o emprego, principalmente os na economia informal e que estão em setores como turismo, transporte, comércio não eletrônico e outros serviços nos quais o teletrabalho não é uma opção”, acrescentou ele.

Jovens (entre 15 e 24 anos) que estão empregados também enfrentam um risco maior de perder o emprego por causa da automação. Foto: iStock.com/skynesher

OIT: cresce número de jovens no mundo que não trabalham nem estudam

O número de jovens que não trabalham, não estudam ou recebem treinamento está aumentando no mundo, e as mulheres enfrentam mais que o dobro de chances de serem afetadas por essa situação, segundo novo relatório divulgado nesta segunda-feira (9) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Jovens (entre 15 e 24 anos) que estão empregados e empregadas também enfrentam um risco maior do que as trabalhadoras e os trabalhadores mais velhos de perder o emprego por causa da automação.

Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens nos países latino-americanos e caribenhos. Foto: Agência Brasil

Argentina, Finlândia, Espanha e Uruguai ratificam convenção sobre violência e assédio no trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou na semana passada (3) ter recebido com satisfação o compromisso assumido por Argentina, Finlândia, Espanha e Uruguai de ratificar a Convenção sobre Violência e Assédio, de 2010 (No. 190).

Tais normas internacionais reconhecem o direito de todas e todos a um mundo de trabalho livre de violência e assédio, incluindo violência e assédio com base em gênero.

“A Convenção oferece a possibilidade de forjar um futuro do trabalho baseado em dignidade e no respeito, e livre de violência e de assédio. Instamos todos os governos a ratificarem (a convenção)”, disse Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da OIT.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, atingindo 11,9 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua). Foto: Agência Brasil

É preciso redobrar esforços para enfrentar desemprego na América Latina, diz novo diretor da OIT

É necessário redobrar os esforços para enfrentar uma situação de incerteza econômica que afeta o emprego nos países latino-americanos e caribenhos, em meio às demandas crescentes das pessoas que se sentem excluídas. 

A avaliação foi feita na terça-feira (3) pelo novo diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e o Caribe, o brasileiro Vinícius Carvalho Pinheiro, que assumiu o cargo em 1º de março.

“É um momento desafiador para a região, existe uma tendência de alta na taxa de desemprego e sinais de precariedade e maior informalidade, e a situação não melhorará se um cenário de fraco crescimento econômico se mantiver”, disse Pinheiro, que atua em Lima, sede do escritório regional da OIT.

Treinamento realizado pela Accor com refugiados em Boa Vista (RR). Foto: Exército Brasileiro

Setor hoteleiro é opção para refugiados se realocarem no mercado de trabalho brasileiro

A multinacional hoteleira Accor fechou recentemente um acordo para contratar, até 2021, 150 refugiados venezuelanos para trabalhar em hotéis operados pelo grupo em Argentina, Brasil, Chile e Colômbia. A iniciativa acontece em paralelo a outro projeto que oferece treinamento a pessoas refugiadas no Brasil, como ocorreu em Boa Vista (RR) em dezembro.

Com o tema “O Mundo da Hospitalidade”, o curso capacitou mais de 80 refugiados venezuelanos, que saíram dos dois dias intensivos de aula com um certificado em mãos para atuar no setor hoteleiro. O treinamento foi realizado na Universidade Federal de Roraima e contou com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: OIT Brasil

Trabalho decente na cadeia produtiva do algodão é tema de curso da OIT e do governo brasileiro em Moçambique

Compartilhar experiências e conhecimentos passíveis de serem adaptados à realidade de um país africano e de gerarem ainda mais conhecimento local e capacidade institucional em políticas públicas.

Esse foi o propósito de duas oficinas de capacitação para a promoção do trabalho decente na cadeia produtiva do algodão de Moçambique, realizadas em Maputo e em Nampula, nos dias 19 e 21 de fevereiro.

ONU destaca que um em cada cinco trabalhadores ainda vive em pobreza moderada ou extrema. Foto: Banco Mundial/Stephan Gladieu

ONU: um em cada cinco trabalhadores vive na pobreza

No Dia Mundial da Justiça Social (20), as Nações Unidas chamaram a atenção para a situação de pobreza moderada ou extrema que ainda atinge pelo menos 20% das trabalhadoras e trabalhadores em todo o mundo.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lembra que muitos trabalhadores recebem salários estagnados, a desigualdade de gênero prevalece e as pessoas não estão se beneficiando igualmente do crescimento econômico. Além disso, as disparidades geográficas impedem o acesso ao trabalho decente.

30 inspetores e inspetoras do trabalho malineses participaram do treinamento. Foto: OIT

Oficina no Mali visa promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão

A inspeção do trabalho como estratégia para promover o trabalho decente e combater o trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão no Mali foi tema de uma oficina técnica de capacitação, organizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo governo brasileiro na capital do país, Bamako.

Entre os dias 5 e 7 de fevereiro, 30 inspetores e inspetoras do trabalho malineses participaram do treinamento, que abordou técnicas de identificação de déficits no trabalho decente, temas como saúde e segurança e o monitoramento de trabalho infantil no país.

Vista aérea de Cristalina (GO). Foto: Prefeitura de Cristalina

OIT e MPT apresentam 1ª turma de projeto de aprendizagem inclusiva em Cristalina (GO)

A cidade de Cristalina (GO) conhecerá na quarta-feira (12) a primeira turma do Projeto-Piloto de Aprendizagem Profissional Inclusiva (API), composta por 20 jovens com idade entre 15 e 21 anos matriculados na rede municipal de ensino.

Promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo Ministério da Economia e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), o evento será realizado na Câmara Municipal de Cristalina, das 9h às 12h, com a presença de autoridades locais e federais, e de representantes de empresas parceiras do projeto e da sociedade civil.

Projeto Àwúre é desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio do UNICEF. Foto: OIT

OIT e MPT fortalecem comunidades tradicionais no recôncavo baiano

Além de um tradicional destino turístico, a cidade de Maragojipe, no recôncavo baiano, agora também é cenário de mais uma etapa do Projeto Àwúre, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No idioma africano Iorubá, a palavra Àwúre significa “benção”, uma permissão para entrada. O objetivo do projeto é fortalecer a comunidade, a cultura, o respeito à diversidade e a autonomia produtiva local, gerando renda e trabalho para a região.

O projeto foi lançado em uma cerimônia com a presença de autoridades dos governos de Mali e do Brasil e de representantes da OIT. Foto: OIT

OIT, Brasil e Mali firmam acordo para promover trabalho decente na cadeia do algodão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) assinou na segunda-feira (3) em Bamako um acordo de cooperação com o governo do Mali e do Brasil sob o Projeto Algodão com Trabalho Decente.

A iniciativa tem como alvo pequenos agricultores, e busca promover o trabalho decente na cadeia produtiva da fibra no país africano, por meio de sistematização, compartilhamento e adaptação de experiências brasileiras de combate ao trabalho infantil por meio da inspeção do trabalho.

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT), do Ministério da Economia, representaram o governo brasileiro.

Os povos indígenas são os melhores protetores das florestas tropicais. Foto: Mongabay | Daniel Aguilar.

OIT pede ação dos países para erradicar pobreza entre povos indígenas

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou nesta segunda-feira (3) ser imperativo erradicar a pobreza enfrentada pelos povos indígenas. Na comparação com seus pares não indígenas, essas populações têm quase três vezes mais chances de viver na extrema pobreza, segundo relatório publicado na ocasião dos 30 anos da Convenção sobre Povos Indígenas e Tribais.

O documento concluiu que o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) está ameaçado, a menos que uma correção de curso ocorra por meio de políticas públicas que não apenas eliminem as lacunas, mas também apoiem mulheres e homens indígenas como atores essenciais do desenvolvimento sustentável e do combate às mudanças climáticas.

Desde 2009, OIT desenvolve "Projeto Algodão com Trabalho Decente - Cooperação Sul-Sul para a Promoção do Trabalho Decente nos Países Produtores de Algodão da África e da América Latina" com ABC e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Foto: OIT

Brasil e OIT levam projeto de trabalho decente no cultivo do algodão a Mali e Moçambique

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o governo brasileiro e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lançarão o Projeto Algodão com Trabalho Decente no Mali e em Moçambique.

Entre as atividades a serem realizadas durante a missão aos dois países africanos estão reuniões técnicas, oficinas de capacitação para inspetores do trabalho e troca de conhecimento e de experiências na promoção do trabalho decente e no combate ao trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão.

“Conversei pela primeira vez com meu companheiro sobre sexualidade”, conta migrante venezuelana depois de participar de formação do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

OIT e município de São Paulo lançam campanha para empoderar imigrantes

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e a Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo (COMTRAE), ambas da cidade de São Paulo, lançam no dia 30 de janeiro a campanha “Soy inmigrante, tengo derechos!”.

O objetivo da iniciativa é conscientizar e empoderar a população migrante sobre seus direitos e deveres individuais, coletivos e direitos sociais no Brasil e informar sobre redes de apoio em São Paulo, a fim de evitar diversas situações de exploração, como o trabalho escravo. O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é lembrado em 28 de janeiro.

O lançamento da campanha acontece no Espaço Unibes Cultural, na rua Oscar Freire, 2500, Sumaré, São Paulo, das 14h às 18h30.

OIT: insuficiência de empregos remunerados afeta quase meio bilhão de pessoas

Quase meio bilhão de pessoas no mundo trabalham menos horas remuneradas do que gostariam ou não têm suficiente acesso ao trabalho assalariado, segundo o novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O desemprego global permaneceu praticamente estável nos últimos nove anos, mas a desaceleração do crescimento econômico global significa que, embora a força de trabalho global aumente, não estão sendo criados novos empregos suficientes para absorver os que entram no mercado de trabalho.

Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.

Participação laboral é menor entre mulheres com baixa escolaridade na América Latina

Mulheres latino-americanas com baixa escolaridade têm menor participação no mercado de trabalho em comparação com aquelas com nível educacional avançado, segundo estudo divulgado por CEPAL e OIT. Na maioria dos países da região, a taxa de participação laboral das mulheres desse grupo é inferior a 45%, enquanto entre as mulheres com alta escolaridade chega a 80%.  

A menor participação laboral das mulheres com baixa escolaridade pode estar relacionada à pobreza monetária e à falta de tempo, que em alguns lares de baixa renda formam um ciclo vicioso difícil de superar, afirmou o estudo.

As mulheres de famílias de baixa renda costumam estar sujeitas a uma maior demanda de tempo de trabalho doméstico e cuidados que as limita em sua busca de emprego e restringe suas possibilidades de inserção e permanência no mercado de trabalho. 

Centro vocacional apoiado pela OIT na Zâmbia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Ação conjunta de ONU e parceiros visa apoiar refugiados e comunidades anfitriãs

Os Países Baixos, o Grupo Banco Mundial – incluindo o Banco Mundial e a Corporação Financeira Internacional (IFC) – o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançaram em dezembro a Parceria PROSPECTS, um programa internacional que visa melhorar o acolhimento e a proteção de refugiados e comunidades anfitriãs.

A parceria visa mudar o paradigma de uma abordagem humanitária para uma abordagem de desenvolvimento, em resposta a crises de deslocamento forçado. A iniciativa está fundamentada no consenso do Pacto Global sobre Refugiados de que ajudar os refugiados e as refugiadas e suas comunidades anfitriãs a prosperar, e não apenas sobreviver, reduzirá o risco de estadias prolongadas e diminuirá a dependência dos refugiados em ajuda humanitária.

Manutenção de painéis solares que fornecem energia limpa na Zâmbia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Secretário-geral da ONU pede transformação na forma como o mundo gera energia

Com milhões de trabalhadores cada vez mais afetados pela crise climática, o caminho para garantir a sobrevivência no futuro é uma total transformação de como geramos energia e administramos nossos recursos, disse o chefe da ONU na quinta-feira (12), durante evento focado em empregos verdes na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP25), em Madri. 

“Ainda estamos perdendo a corrida climática”, afirmou Guterres, “mas podemos escolher outro caminho, o caminho da ação pelo clima e do bem-estar das pessoas e do planeta”, com empregos, saúde, educação, oportunidades e futuro.

Projeto visa promover oportunidades de acesso ao trabalho decente para jovens em situação de vulnerabilidade socioeducacional. Foto: Scott Webb/CC.

OIT e parceiros lançam projeto de inserção de jovens no mercado de trabalho em Goiás

Iniciativa conjunta da Organização Internacional do Trabalho (OIT); do Ministério Público do Trabalho (MPT); e do Ministério da Economia (ME) visa promover oportunidades de acesso ao trabalho decente para jovens em situação de vulnerabilidade socioeducacional.

O Projeto Piloto Aprendizagem Profissional Inclusiva (API) será implementado na cidade de Cristalina, em Goiás, que também sediou o evento de lançamento da iniciativa na última quarta-feira (4).

Dados de 2018 do IBGE apontam que quase 11 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos (23% da população do país) não estão ocupados no mercado de trabalho – nem estudando ou se qualificando. Segundo a especialista da OIT, Anne Phostuma, a aprendizagem profissional “é um direito garantido por lei que atua no combate ao trabalho infantil e na promoção do emprego juvenil”, disse.

Vista aérea de Cristalina (GO). Foto: Prefeitura de Cristalina

Projeto impulsiona aprendizagem profissional inclusiva para jovens em Cristalina (GO)

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério da Economia lançam o Projeto de Aprendizagem Profissional Inclusiva (API), no Auditório da Câmara Municipal de Cristalina (GO), nesta quarta-feira (4), às 13h30.

O programa visa promover oportunidades de acesso ao trabalho decente e produtivo para jovens em situação de vulnerabilidade social e educacional.

Protagonistas do filme contaram suas trajetórias no evento de lançamento em São Luiz (MA). Foto: OIT

Produzido por OIT e MPT, documentário ‘Precisão’ emociona plateia no Maranhão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram na semana passada (28) em São Luís (MA) o documentário “Precisão”, que mostra a história de trabalhadores(as) resgatados(as) de condições análogas à escravidão.

Parte de um projeto de promoção dos princípios e direitos fundamentais do trabalho, o filme narra a trajetória de seis pessoas que decidiram contar suas experiências para alertar sobre esse crime. Dezenas de estudantes, autoridades e especialistas no tema participaram do evento.

Menina nigeriana, grávida de gêmeos após ser forçada a se prostituir após sua chegada à Itália pela rota do Mar Mediterrâneo. Foto: Unicef | Alessio Romenzi.

ONU: Dia Internacional chama atenção para formas contemporâneas de escravidão

O Dia Internacional para a Abolição da Escravidão (2 de dezembro) deste ano foca na erradicação das formas contemporâneas desse tipo de crime. O dia internacional marca a data da adoção, pela Assembleia Geral da ONU, da Convenção das Nações Unidas para a Supressão do Tráfico de Pessoas e a Exploração da Prostituição.

De acordo com a ONU, o mundo tem mais de 40 milhões de vítimas da escravidão contemporânea – cerca de 25% das vítimas são crianças; e mulheres e meninas são as mais afetadas, representando 99% das vítimas na indústria comercial do sexo e 58% em outros setores.

Estudo da OIT recomenda aumento da proteção social, especialmente para idosos. Foto: Pixabay (CC)

OIT: mais de 500 bilhões de dólares por ano são necessários para assegurar proteção social básica

Mais de 500 bilhões de dólares por ano precisam ser investidos para que os países cumpram um conjunto básico de medidas de proteção social – conhecido como piso de proteção social – até 2030. O dado está em novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O estudo aponta que os gastos com cobertura de proteção social precisam aumentar drasticamente para garantir a cobertura universal de um conjunto básico de medidas de proteção social. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 prevê erradicação da pobreza e é parte da Agenda 2030.

As medidas de proteção social incluem programas de transferência de renda para crianças; benefícios de maternidade para mães com crianças recém-nascidas; benefícios para pessoas com deficiência e pensões sociais para idosos.

OIT e MPT lançam documentário sobre pessoas resgatadas de trabalho escravo no Brasil

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio do governo do Maranhão, lançam na quinta-feira (28) em São Luiz o documentário “Precisão”, que conta a história de pessoas resgatadas de condições análogas ao trabalho escravo no Brasil.

“Precisão” é a palavra utilizada pelo maranhense para definir a extrema necessidade de lutar pela sua sobrevivência. Vulneráveis sócio e economicamente, é por “precisão” que brasileiros e brasileiras acabam submetidos a essas condições de trabalho no Brasil.

Os protagonistas estarão presentes no lançamento do documentário na capital maranhense e participarão de uma roda de conversa para contar suas experiências.

Condições de trabalho inseguras também são comuns para esvaziadores manuais e mecânicos de fossas sépticas e latrinas. Foto: Sharada Prasad CS

Relatório aponta trabalho precário no setor de saneamento de países em desenvolvimento

Um relatório conjunto de Organização Internacional do Trabalho (OIT), Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (OMS) e WaterAid destacou as condições inseguras e indignas dos trabalhadores do setor de saneamento em vários países em desenvolvimento.

Os trabalhadores que atuam na limpeza de banheiros, fossas, caixas de esgoto e na operação de estações de bombeamento e de tratamento geralmente enfrentam alto risco de exposição a patógenos fecais, salientou o documento. Segundo o relatório, pouco foi feito pelos países para proteger os direitos desses profissionais.

Menino trabalha no Nepal - Foto: David Longstreath/Irin

ONU aponta que crianças respondem por 26% da mão de obra no início das cadeias produtivas na América Latina

Um novo relatório da ONU aponta uma contribuição significativa do trabalho infantil e do tráfico de pessoas nos patamares iniciais das cadeias produtivas, em atividades extrativistas e de agricultura, fazendo com que a visibilidade, diligência e identificação de tais atividades seja desafiadora. A América Latina lidera a estimativa de trabalho infantil neste setor, com 26%.

O relatório “Fim do trabalho infantil, trabalho forçado e tráfico humano nas cadeias produtivas” foi produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Organização Internacional para Migração (OIM) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

O documento fornece, pela primeira vez, estimativas de trabalho infantil associadas ao setor em várias regiões: 26% na América Latina e Caribe; 12% no sul e centro da Ásia e outros 12% na África Subsaariana, além de 9% no Norte da África e Ásia Ocidental.

Projeto oferece cursos de capacitação para incluir no mercado de trabalho seguro pessoas em situação de vulnerabilidade. Foto: Cozinha&Voz.

Cozinha&Voz lança primeira turma de capacitação para assistente de cozinha no Rio de Janeiro

O Projeto Cozinha&Voz, uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a chef de cozinha e apresentadora Paola Carosella e com a ONG Casa Poema, da poeta e atriz Elisa Lucinda, abriu na terça-feira (12) as inscrições para a primeira edição do projeto no Rio de Janeiro.

O curso conta com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de Janeiro (SENAC-RJ) e oferece 20 vagas para transexuais se formarem como Assistentes de Cozinha. A seleção acontece nos dias 12 e 13 de novembro, no MPT, e as aulas têm previsão de início no final de novembro, no SENAC-RJ.

O Cozinha&Voz faz parte do Projeto de Promoção do Trabalho Decente para Pessoas em Situação de Vulnerabilidade, desenvolvido conjuntamente pela OIT e pelo MPT com objetivo de promover a empregabilidade de pessoas em grupos de risco, incluindo-as no mercado de trabalho decente e seguro.

O objetivo da oficina é capacitar dirigentes dos sindicatos de trabalhadoras domésticas para serem formadoras. Foto: Pagefact/CC.

OIT promove formação para dirigentes de sindicatos de trabalhadoras domésticas

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) promoveu, entre 1 e 3 de novembro, a Primeira Oficina de Formação de Formadoras. Organizada em parceria com a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) e o Solidarity Center, a capacitação aconteceu em Brasília, sob o título “Fortalecendo os Sindicatos de Trabalhadoras Domésticas”.

O curso visou compartilhar conhecimentos para a conscientização, mobilização, empoderamento e sindicalização desta categoria profissional, que apresenta cerca de 5 milhões de trabalhadoras na informalidade.

Comemorando 100 anos em 2019, a OIT é a única agência com estrutura tripartite das Nações Unidas. Ela reúne governos, empregadores e trabalhadores para estabelecer normas trabalhistas, desenvolver políticas e elaborar programas que promovam o trabalho decente para todas as pessoas.

CEPAL e OIT lançaram 21ª edição da publicação Conjuntura Laboral na América Latina e no Caribe (outubro de 2019). Foto: OIT

Igualdade de gênero no mercado de trabalho é crucial para crescimento latino-americano

O acesso das mulheres a atividades remuneradas e a redução das lacunas de gênero no mercado de trabalho são cruciais para o crescimento, a igualdade e a diminuição da pobreza na América Latina e no Caribe, destacou estudo de Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado na segunda-feira (28).

Apesar de redução recente, a diferença entre a taxa de participação de homens e mulheres no mercado de trabalho latino-americano era de 25,9 pontos percentuais em 2018, indicou a publicação.

Debate abordou boas práticas e desafios que ainda impedem fomento aos negócios de mulheres no Brasil. Foto: ONU Mulheres/Gabriela Batista

Somente 8% dos investimentos financeiros na América Latina são destinados a empreendedoras

Novas tendências do sistema financeiro com enfoque em gênero e exemplos de boas práticas orientaram painéis do seminário “Promoção de financiamento inovador por meio de investimentos inteligentes em gênero: experiências, oportunidades e desafios”, realizado por ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e União Europeia em 10 de outubro, em São Paulo (SP).

Segundo dados de 2019 do Investor LATAM, apenas 8% dos investimentos financeiros na América Latina são destinados ao empreendedorismo feminino frente a 16% de projetos liderados por homens.

1º Encontro Regional Americano em Santiago, Chile, 1936. Foto: OIT

Pesquisadores investigam passado para entender futuro do trabalho na América Latina

A história do trabalho na América Latina e suas relações com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), iniciadas há 100 anos, são estudadas por pesquisadores que investigam eventos trabalhistas, sociais, econômicos e políticos da região, em busca de elementos para uma melhor visão do futuro a partir da compreensão do passado.

“Em uma época em que falamos muito sobre o futuro do trabalho, parece-nos importante recuperar a história da OIT”, disse a pesquisadora argentina Victoria Basualdo, para quem as conclusões das pesquisas são importantes para “iluminar o presente”, especialmente quando se está criando uma nova visão das relações laborais no mundo.

Denise Chevanne-Vogel, especialista para o setor privado da ONU Mulheres Jamaica, participa do Fórum Weps em São Paulo. Foto: Gustavo Dantas/ONU Mulheres

Evento em SP discute ações para ambiente de trabalho seguro para mulheres

Necessidade de implementar ações para promover um ambiente seguro de assédio sexual, atenção às vítimas e promoção da educação. Estas foram as principais propostas de empresas para melhorar as condições de trabalho das mulheres no último dia do Fórum Weps 2019.

O evento foi promovido pela ONU Mulheres, Organização Internacional do trabalho (OIT) e União Europeia nos dias 8 e 9 de outubro, em São Paulo, e faz parte do programa “Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Significa Bons Negócios”.

Relatório da OIT mostrou vantagens de países combinarem políticas ativas no mercado de trabalho com medidas de apoio à renda. Foto: OIT

Nova pesquisa da OIT identifica políticas para combater pobreza e desigualdade

Estratégias para aumentar o acesso ao trabalho decente e combater a pobreza são significativamente mais eficazes quando as políticas ativas do mercado de trabalho (PAMTs) são combinadas com apoio à renda. A conclusão é de novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado nesta quinta-feira (17).

As políticas ativas incluem treinamento, orientação profissional e apoio a start-up nas economias emergentes e em desenvolvimento. O relatório aborda como essas políticas podem ajudar as pessoas a superar obstáculos do mercado de trabalho quando combinadas com o apoio à renda.

Exportação de negócios geridos por mulheres foi um dos temas em discussão. Foto: ONU Mulheres/Gustavo Dantas

ONU Mulheres apresenta em SP ferramenta para medir igualdade de remuneração nas empresas

A ONU Mulheres apresentou durante o Fórum WEPs 2019 – Princípios de Empoderamento das Mulheres, realizado esta semana em São Paulo (SP), a versão em português de uma ferramenta de análise que permite às empresas medir a igualdade de gênero em seus negócios.

A Ferramenta de Análise de Lacunas dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, na sigla em inglês) pode ser utilizada uma vez por ano, é gratuita e confidencial. No mundo, mais 1.835 companhias já utilizaram o instrumento em 115 países.

A série de eventos foi promovida por ONU Mulheres, Rede Brasil do Pacto Global, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e União Europeia.