Crianças quilombolas. Foto: Flickr/ Dasha Gaian (CC)

Quilombolas articulam estratégias e parcerias para proteger comunidades na pandemia

Debate online reuniu líderes quilombolas e abordou a luta por garantia de direitos e acesso à titulação das terras e à educação, além de estratégias e parcerias para a proteção dessas comunidades negras frente à COVID-19.

A conversa foi mediada pela defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil, Taís Araújo. A live foi transmitida pelo Canal Preto, em uma iniciativa de Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, ONU Mulheres e Cáritas Brasileira.

A pandemia de COVID-19 fez com que visitadores e famílias participantes do Programa Criança Feliz precisassem se adaptar para não deixar nenhuma criança para trás. Foto: Acervo Pessoal

Uma nova forma de fortalecer o desenvolvimento infantil durante a pandemia

A rotina já era estabelecida. Em diversos municípios do Brasil, todos os dias, de manhã bem cedo, visitadores e visitadoras do Programa Criança Feliz partiam para começar as visitas domiciliares nas casas das famílias que acompanham.

Quando a pandemia de COVID-19 chegou, desafios surgiram. Sem poder ir até as famílias, visitadores e visitadoras criaram novas formas de manter contato e de seguir trabalhando pelo desenvolvimento integral das crianças. Leia o relato do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Especialistas pedem implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

Não deixar as mulheres negras para trás é um compromisso que exige mais esforço e empenho em tempos de pandemia de COVID-19. Para isso, é necessário cumprir os princípios de equidade e universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

Estes temas foram abordados na conversa virtual “Racismo e Saúde: atendimento da população negra, epidemias, COVID-19 e valorização do SUS”, terceira de uma série de quatro lives promovidas pelo Canal Preto e pela ONU Mulheres.

Mulheres negras buscam serviços de assistência social para enfrentar efeitos da pandemia

ONU Mulheres e Comitê Mulheres Negras, em parceria com o Canal Preto, promoveram a série de lives “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030” em tempos de crise e da pandemia de COVID-19”.

O objetivo foi visibilizar as mulheres negras, abrindo espaços para que suas vozes circulem e mobilizem ações e políticas públicas, empresariais e sociais para eliminar o racismo e o sexismo na pandemia.

Anos de progresso no empoderamento de mulheres e meninas podem ser perdidos durante a pandemia de COVID-19. Foto: OIT

Pandemia pode prejudicar frágil progresso alcançado para mulheres e meninas, alerta chefe da ONU

Destacando o impacto socioeconômico desproporcional e devastador da COVID-19 nas mulheres e meninas em todo o mundo, o chefe da ONU, António Guterres, pediu na segunda-feira (31) um grande impulso para evitar que “anos, até gerações” de progresso no empoderamento das mulheres sejam perdidos para a pandemia.

Em um discurso durante encontro virtual com mulheres jovens de organizações da sociedade civil, o secretário-geral disse que a pandemia já reverteu décadas de progresso limitado e frágil na igualdade de gênero e nos direitos das mulheres.

“Sem uma resposta rápida, corremos o risco de perder uma geração ou mais de ganhos”, alertou.

A live “Mulheres Lésbicas na Defesa dos Direitos Humanos” também fez parte das ações do mês de agosto da Campanha Livres & Iguais. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres apoia luta de lésbicas na defesa dos direitos humanos

Em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, o projeto Conectando Mulheres, Defendendo Direitos, uma iniciativa da ONU Mulheres Brasil apoiada pela União Europeia, recebeu na semana passada Iara Alves, da Associação Coturno de Vênus (DF), e Darlah Farias, do coletivo Sapato Preto (PA), para uma conversa ao vivo mediada por Monica Benicio, ativista LGBTI+ e feminista.

A live “Mulheres Lésbicas na Defesa dos Direitos Humanos” também fez parte das ações do mês de agosto da Campanha Livres & Iguais, uma iniciativa liderada pelas Nações Unidas no Brasil, e abordou as desigualdades enfrentadas pelas mulheres lésbicas, sobretudo na pandemia da COVID-19, os desafios para a auto-organização e os caminhos possíveis para a transformação social.

A COVID-19 encontra no Brasil uma enorme desigualdade racial, afirmam especialistas

Especialistas debateram os efeitos da pandemia nas relações de trabalho, a defesa de direitos e a importância das vozes das mulheres negras durante o encontro virtual “Racismo e Economia: crise econômica, trabalho, emprego e renda”, quarta live da série “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 em tempos de crise e da pandemia COVID-19”.

A série de lives foi desenvolvida pela ONU Mulheres e o Comitê Mulheres Negras, em parceria com o Canal Preto, para visibilizar as mulheres negras, oportunizando espaços para que as suas vozes circulem e mobilizem ações e políticas públicas, empresariais e sociais para eliminar o racismo e o sexismo na pandemia.

UNAIDS pede que governos fortaleçam urgentemente programas de proteção social face à COVID-19

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) convoca os países para que adotem medidas urgentes para reforçar os programas de proteção social a fim de proteger as pessoas mais vulneráveis do impacto na saúde e das consequências socioeconômicas da pandemia da COVID-19.

Pessoas vivendo com HIV e tuberculose (TB) estão sendo significativamente afetadas pela COVID-19. Uma modelagem de dados estimou os impactos catastróficos potenciais da pandemia da COVID-19 com aumentos de até 10%, 20% e 36% das mortes projetadas para pacientes com HIV, TB e malária, respectivamente, nos próximos cinco anos.

Curso da ONU incentiva mulheres a assumir espaços de poder e decisão

O curso de Formação Política para Mulheres Candidatas em Itabira (MG), que acontece entre os dias 14 e 28 de agosto, é direcionado para pré-candidatas às eleições municipais de 2020 e mulheres que tenham o interesse de ingressar na política.

O curso faz parte do “Projeto Cidade 50-50: Itabira”, uma iniciativa pioneira da prefeitura de Itabira com a ONU Mulheres Brasil, em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (NEPEM/UFMG).

Parque da Orla do Guaíba, em Porto Alegre (RS), é um dos casos mencionados na publicação. Foto: PMPA/Luciano Lanes

ARTIGO: Como criar parques para a diversidade?

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, a representante do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) no Brasil, Claudia Valenzuela, e o diretor-presidente do Instituto Semeia, Fernando Pieroni, lembram que considerar a diversidade como uma das diretrizes para a gestão de parques é condição essencial para garantir a plena função social dessas áreas e fortalecer outras formas de se apropriar do espaço público.

A atriz norte-americana Elisabeth Moss, durante cena do filme "O Homem Invisível", utilizada para conscientizar sobre violência física contra a mulher. Foto: Reprodução

Plataforma de streaming usa cenas de filmes para alertar sobre violência de gênero

A agência de comunicação F.biz criou para o Instituto Maria da Penha o “180Play”, uma  plataforma gratuita de streaming que reúne cenas de filmes, séries e novelas para conscientizar sobre as formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres. A iniciativa tem o apoio institucional da ONU Mulheres Brasil.

O lançamento da plataforma ocorre no aniversário de 14 anos da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006). Considerada pela ONU uma das mais avançadas no mundo na defesa dos direitos das mulheres, a lei vai além da responsabilização dos agressores e traz em seu texto outros dispositivos, como a definição dos cinco tipos de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e sexual.

Mãe e filha em centro de cuidado infantil no Uruguai. Foto: ONU Mulheres/Agostina Ramponi

Sistemas integrais de cuidado são fundamentais para recuperação socioeconômica de América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a ONU Mulheres exortaram os governos da região a colocar o cuidado no centro de suas respostas à COVID-19, criando pacotes de incentivo e recuperação, promovendo sistemas integrais que assegurem o acesso aos cuidados com as pessoas que deles necessitam garantindo os direitos das pessoas que os fornecem.

Desde antes da pandemia, as mulheres na América Latina e no Caribe dedicavam o triplo do tempo que os homens em trabalho de cuidados não remunerado. Segundo detalha o documento, essa situação tem sido agravada pela crescente demanda de cuidados e pela redução da oferta de serviços causada pelas medidas de confinamento e distanciamento social. 

Como identificar e amparar mulheres vítimas de violência, orienta pesquisadora

Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e ao Departamento Nacional do Sesc, a doutora em demografia e pesquisadora sobre violência contra mulheres Jackeline Romi considera fundamental o engajamento das comunidades na luta pelo fim da violência contra as mulheres.

A pesquisadora explicou como acontece a violência baseada em gênero e quais são os mecanismos para prevenção e denúncia. Segundo ela, neste momento de pandemia, o isolamento social pode gerar mais tensões, novos casos podem aparecer e os que já existem tornam-se mais frequentes. Leia a entrevista na íntegra.

O documento traz orientações e recomendações práticas para auxiliar e garantir o acesso das mulheres às medidas cabíveis nas situações de violência que estejam vivenciando. Foto: EBC

ONU Mulheres lança na sexta (7) diretrizes para atendimento em casos de violência de gênero

A ONU Mulheres lança na sexta-feira (7), a partir das 16h em seu canal do YouTube, um documento com diretrizes para atendimento em casos de violência de gênero contra meninas e mulheres em tempos de pandemia de COVID-19.

O documento terá recomendações para atendimento remoto e reorganização do atendimento presencial, considerando a rede de atendimento a mulheres em situação de violência e as especificidades de resposta no acolhimento às vítimas nos serviços policiais, de saúde, de abrigamento, entre outros.

Todas as pessoas devem ter acesso a espaços públicos verdes, diz publicação da ONU

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Instituto Semeia participaram na semana passada de dois eventos online sobre a publicação “Parques para Todas e Todos”, abordando a importância de garantir o acesso de todas pessoas aos espaços públicos verdes.

Nos eventos, discutiu-se como as equipes de gestão pública podem trabalhar para incluir a perspectiva de gênero em sua atuação.

As mulheres negras no Brasil sofrem sucessivas discriminações, baseadas em racismo, sexismo e outras formas de opressão. Foto: EBC

Governos e setor privado latino-americanos precisam reforçar empoderamento econômico de mulheres negras

Na ocasião do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, a vice-presidenta da Costa Rica, Epsy Campbell, e duas especialistas negras em setor privado lembraram a importância da inclusão econômica de mulheres negras na região.

Por meio de vídeos, gravados para o programa regional Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Significa Bons Negócios, gerido por ONU Mulheres e Organização Internacional do Trabalho (OIT) e financiado por União Europeia em Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Jamaica e Uruguai, elas chamam governos e setor privado a reforçar as iniciativas de empoderamento econômico das mulheres negras.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, em 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

ONU lembra lutas antirracistas e feministas no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Em 1992, grupos femininos negros de 32 países da América Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo e o sexismo.

Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, celebrado em 25 de julho.

A pandemia evidenciou o racismo, a violência e as desigualdades que afetam principalmente as mulheres negras no Brasil. Foto: EBC/Marcelo Camargo

Mulheres negras agem para enfrentar racismo e garantir direitos em meio à pandemia

A pandemia de COVID-19 tornou evidente o racismo, a violência e as desigualdades que afetam principalmente as mulheres negras no Brasil. Diante desse cenário, é preciso colocar os direitos humanos no centro das soluções.

A afirmação é da assistente social Lúcia Xavier, coordenadora da organização Criola e integrante do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planta 50-50 em 2030, da ONU Mulheres Brasil.

O Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 é parceiro da ONU Mulheres no desenvolvimento de estratégia de comunicação e advocacy público para a priorização das mulheres negras na resposta do Brasil aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à Década Internacional de Afrodescendentes.

Profissionais de saúde em Madagascar testam cidadãos para a COVID-19. Foto: Banco Mundial/Henitsoa Rafalia

ONU destaca liderança de mulheres no enfrentamento à crise de COVID-19

O Women Rise for All foi lançado em 27 de abril em apoio ao pedido do secretário-geral da ONU por solidariedade e ação urgente em resposta aos impactos socioeconômicos da COVID-19.

Como um esforço global de defesa de direitos para salvar vidas e proteger os meios de subsistência, o Rise for All insta lideranças de todos os países, em todos os setores, a lidar com a crise humana da pandemia e a apoiar o Fundo de Resposta e Recuperação das Nações Unidas COVID-19.

O mecanismo foi projetado para ajudar os países e as pessoas mais expostas às dificuldades econômicas e às perturbações sociais causadas pela pandemia.

Pandemia gera novos desafios para resposta da Agenda 2030 e da Década Internacional de Afrodescendentes às mulheres negras e à eliminação das desigualdades de gênero e raça no Brasil. Foto: ONU Mulheres/Mayara Varalho

Mulheres negras inovam em estratégias de apoio comunitário na resposta à COVID-19

A pandemia tem levado organizações e coletivos liderados por mulheres negras, país afora, a inovar nas estratégias políticas de enfrentamento do racismo e de apoio comunitário à população negra na resposta à COVID-19.

A mobilização envolve redes de costura solidária, agricultura familiar, trabalhadoras domésticas, marisqueiras, catadoras e mães de jovens negros assassinados. Leia reportagem da ONU Mulheres.

O jornalista e fotógrafo Ismael dos Anjos, realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”. Foto: Papo de Homem

Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis, diz documentarista em webinário com UNFPA

Os homens podem apoiar a luta das mulheres por igualdade de direitos e criar “outras masculinidades possíveis”, disseram participantes de webinário realizado na semana passada (2) pelo Comitê Permanente para Questões de Gênero, Raça e Diversidade (COGEMMEV) do Ministério de Minas e Energia e entidades vinculadas.

“As mulheres estão organizadas há mais de 100 anos buscando avançar, e os homens precisam ser aliados na luta das mulheres, mas nós também precisamos nos organizar de maneira diferente. Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis”, disse Ismael dos Anjos que foi realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”.

Mulheres indígenas avaliam estratégias de empoderamento político e resposta à COVID-19

Identificar oportunidades de colaboração e atuação conjunta para o avanço da agenda de direitos, tendo as mulheres indígenas como protagonistas, foi o objetivo de consulta realizada pela ONU Mulheres, no final de maio, com integrantes da iniciativa Voz das Mulheres Indígenas e a deputada federal Joênia Wapichana.

Durante a consulta, lideranças relembraram marcos da reorganização política nos últimos anos, efeito das desigualdades de gênero e a mobilização para defender povos e territórios indígenas na pandemia do novo coronavírus.

A representante da ONU Mulheres, Anastasia Divinskaya, reiterou o compromisso da organização com o movimento de mulheres indígenas, com atenção ao enfrentamento da violência.

Phumzile Mlambo-Ngcuka, chefe da ONU Mulheres, em evento para celebrar o Dia Internacional das Mulheres em Nova Iorque. Foto: ONU Mulheres

ARTIGO: ONU Mulheres completa 10 anos e coloca direitos e vozes das mulheres no centro da agenda

Em artigo, a vice-secretária-geral das Nações Unidas Phumzile Mlambo-Ngcuka lembra o aniversário de dez anos da ONU Mulheres.

“Uma década depois, quando comemoramos este aniversário em meio à pandemia da COVID-19, os direitos humanos de mulheres e meninas são mais proeminentes, universais e urgentes do que nunca.”

“Nossos aliados fundadores – Estados-membros, sociedade civil e movimentos de mulheres – agora juntam a parcerias e relacionamentos em toda a sociedade, em diferentes faixas etárias e em todo o mundo.” Leia o artigo completo.

ONU Mulheres e UE fazem na terça (30) live do projeto ‘Conectando mulheres, defendendo direitos’

Na próxima terça-feira (30), acontecerá a primeira live do projeto “Conectando Mulheres, Defendendo Direitos”, um projeto implementado pela ONU Mulheres Brasil em parceria e apoio financeiro da União Europeia.

A transmissão acontecerá a partir das 18h, no canal do YouTube da ONU Mulheres Brasil, e contará com a participação de defensoras de direitos humanos.

O tema norteador da live será o protagonismo e as especificidades das mulheres na defesa dos Direitos Humanos, sobretudo diante dos desafios impostos pela crise da pandemia COVID-19.

ONU Mulheres e empresas de tecnologia unem forças para combater violência doméstica

Mesmo antes da crise de COVID-19, a violência de gênero, uma violação grave de direitos humanos, afetava uma em cada três mulheres em todo o mundo. Dados recentes mostram um aumento dos relatos de violência doméstica desde o início do distanciamento social decorrente da pandemia.

Diante desse aumento, os escritórios da ONU Mulheres em todo o mundo firmaram parceria com empresas da tecnologia – como Google, Twitter e Facebook – para fornecer informações importantes sobre serviços de apoio para sobreviventes de violência doméstica.

Visita de atendimento do programa Criança Feliz - Foto: Mauro Vieira/Ministério da Cidadania

Agências da ONU fortalecem capacidade de visitadores familiares em meio à pandemia

Para apoiar o Programa Criança Feliz no contexto da pandemia, agências do Sistema ONU estão desenvolvendo uma série de conteúdos para fortalecer o trabalho dos visitadores familiares do programa.

Toda semana, esses profissionais recebem vídeos, podcasts e conteúdos informativos com foco em temas como saúde emocional familiar e os cuidados parentais; ansiedade infantil; entre outros.

O Criança Feliz, que teve início em 2016, é uma política pública com foco no desenvolvimento adequado na primeira infância e articula um trabalho entre os setores de saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos. Leia o relato do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

COVID-19 acentua situação precária de domésticas latino-americanas e caribenhas

Na América Latina e no Caribe, entre 11 milhões e 18 milhões de pessoas se dedicam ao trabalho doméstico remunerado, sendo que 93% delas são mulheres. O trabalho doméstico representa entre 14,3% e 10,5% do emprego das mulheres na região.

Mais de 77,5% delas atuam na informalidade, o que significa que parte significativa trabalha em condições precárias e sem acesso à proteção social. ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) publicaram relatório sobre o tema.

A pandemia das sombras: violência doméstica durante a COVID-19

VÍDEO — A pandemia das sombras: violência doméstica durante a COVID-19

Uma ‘pandemia das sombras’ mortal de violência doméstica está ocorrendo neste exato momento.

Desde o surgimento da COVID-19, a violência contra mulheres e meninas se intensificou em todo mundo. Embora as medidas de confinamento ajudem a limitar a disseminação do vírus, mulheres e meninas que sofrem violência em casa se encontram cada vez mais isoladas das pessoas e dos recursos que poderiam ajudá-las.

A ONU Mulheres une forças com Kate Winslet para iluminar essa ‘pandemia das sombras’ e descreve três coisas que você pode fazer para ajudar; acesse o vídeo.

Ação de voluntariado apoiada pelo UNAIDS ajuda pessoas vivendo com HIV na América Latina em meio à pandemia. Foto: UNAIDS

COVID-19: movimento de mulheres apoia pessoas vivendo com HIV em países latino-americanos

A Estratégia de Voluntariado das Américas foi lançada pelo Movimento de Mulheres Positivas da América Latina e do Caribe (MLCM+) com apoio de escritórios do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) na América Latina e o Caribe.

Até o momento, a iniciativa está presente em 17 países da região, com 850 voluntários e mais de 3 mil pedidos de ajuda. Tais pedidos referem-se principalmente à necessidade de medicamentos, alimentos e métodos de prevenção.

No Brasil, eles se articularam com UNAIDS e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) através do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP).

Estudo revela aumento de vulnerabilidade das trabalhadoras domésticas durante a pandemia

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a ONU Mulheres apresenta diagnóstico sobre a situação de vulnerabilidade e risco de contágio da COVID-19 enfrentada pelas trabalhadoras domésticas no país. De acordo com a pesquisa, 70% das profissionais não possuem Carteira de Trabalho assinada.

A precariedade dos vínculos trabalhistas e o tipo de trabalho desempenhado pelas profissionais, em contato direto com outras pessoas e seus objetos, representam os principais fatores que expõem as profissionais no atual contexto da pandemia.

Missão da ONU no Darfur (UNAMID) organiza sessão sobre Agenda de Mulheres e Segurança. Foto: UNAMID/Albert Gonzalez Farran

Em vídeo, líderes da ONU reforçam papel das mulheres para paz e cessar-fogo global

Três funcionários do alto escalão da ONU se uniram ao apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, por um cessar-fogo global, destacando a importância das mulheres nesse processo.

A mensagem é da subsecretária-geral da ONU para os Assuntos Políticos e Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo; do subsecretário-geral das Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e da subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Segundo as lideranças, com a participação de mulheres, a probabilidade é que os resultados da paz sejam sustentáveis e duradouros.

Propostas de organizações de mulheres negras são bem-vindas na chamada de financiamento. Foto: UNFPA/Solange Souza

ONU Mulheres abre chamada de financiamento a organizações defensoras dos direitos humanos no Brasil

A ONU Mulheres Brasil tornou pública na terça-feira (2) uma chamada para apoio financeiro a organizações defensoras dos direitos humanos diante dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19.

São convidadas a enviar propostas organizações lideradas por mulheres e voltadas à promoção dos direitos das mulheres. A iniciativa conta com o apoio da União Europeia e se destina a organizações não estatais e sem fins lucrativos. As propostas podem ser enviadas até 21 de junho.

Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro dos esforços de resposta à COVID-19

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pelas consequências da pandemia de COVID-19, tanto por conta do aumento da violência doméstica devido ao isolamento social como pelo fato de serem maioria entre trabalhadores informais e de saúde.

Nesse cenário, uma mesa-redonda virtual reuniu lideranças femininas do mundo todo, incluindo chefes de Estado e de governo, para discutir a importância de mulheres e meninas estarem no centro da resposta à pandemia. O evento foi presidido por Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.

Resposta à pandemia deve considerar condições de saúde da população negra, diz sanitarista

Em entrevista à ONU Mulheres, a sanitarista Karine Santana avalia a situação da pandemia da COVID-19 no Brasil, o racismo na saúde e as comorbidades da população negra. Para ela, “as medidas precisam ser pautadas na equidade. Qualquer medida distante disso está acirrando a existência do racismo estrutural”.

Karine Santana é docente de Saúde Coletiva, doutoranda em Medicina e Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS). Leia a entrevista na íntegra.

Violência de gênero e COVID-19: “Quando nos calamos, permitimos que esses crimes se multipliquem”

A ONU Mulheres estima que, nos últimos 12 meses, 243 milhões de mulheres e adolescentes de 15 a 49 anos foram submetidas a violência sexual e/ou física por algum parceiro íntimo. Como resultado do isolamento imposto para impedir a disseminação da COVID-19, dados mostram que esse tipo de violência se intensificou.

A rede social russa Odnoklassniki, também conhecida como OK, organizou uma transmissão on-line para que especialistas e interessados no tema pudessem discutir como sobreviver ao isolamento e evitar conflitos familiares e violência de gênero. A transmissão foi vista por 1,7 milhão de usuários da rede OK no leste da Europa e na Ásia central. A transmissão foi parte de uma iniciativa conjunta do escritório regional do UNAIDS para a Europa Oriental e Ásia Central, o Instituto de Tecnologias de Informação para a Educação da UNESCO e a rede social OK, em parceria com a ONU Mulheres.

Taís Araújo e Fórum Nacional das Mulheres Negras fazem live sobre violência doméstica na pandemia

Taís Araújo, defensora da ONU Mulheres Brasil para os Direitos das Mulheres Negras, conversará com Clátia Vieira, do Fórum Nacional de Mulheres Negras, nesta quinta-feira (21), às 19h, pela conta da atriz (@taisdeverdade) e de Clátia Vieira (@clatiavieira) no Instagram.

O bate-papo abordará a violência doméstica com foco na situação das mulheres negras, que são as que mais sofrem violência doméstica no Brasil. Segundo o Atlas da Violência de 2019, mais de 60% das mulheres assassinadas no país são negras.