Um agravamento da crise de combustíveis na Faixa de Gaza está colocando vidas de pacientes em risco, conforme o fornecimento de energia elétrica para centros cirúrgicos está sob constante ameaça, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira (21).
“A escassez aguda de combustíveis está esgotando rapidamente as capacidades do sistema de saúde em Gaza, que enfrenta escassez crônica de remédios, suprimentos e eletricidade”, disse Gerald Rockenschaub, chefe do escritório da OMS para Cisjordânia e Gaza.

Hospital de Ash Shifa, Gaza, em 11 de maio de 2018. Foto: OCHA
Um agravamento da crise de combustíveis na Faixa de Gaza está colocando vidas de pacientes em risco, conforme o fornecimento de energia elétrica para centros cirúrgicos está sob constante ameaça, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira (21).
“A escassez aguda de combustíveis está esgotando rapidamente as capacidades do sistema de saúde em Gaza, que enfrenta escassez crônica de remédios, suprimentos e eletricidade”, disse Gerald Rockenschaub, chefe do escritório da OMS para Cisjordânia e Gaza.
Os 14 hospitais públicos de Gaza estão sob crescente risco de quedas de energia e declínio rápido de reservas de combustíveis, que são supervisionados por agências da ONU, mas controlados por autoridades israelenses que bloqueiam Gaza há mais de uma década. O combustível é essencial para a utilização de geradores de emergência durante cortes prolongados de energia da rede principal.
“Sem uma solução rápida para o fornecimento de combustíveis de emergência em hospitais, muitos dos pacientes mais vulneráveis serão colocados em risco”, disse Rockenschaub em comunicado.
A OMS afirmou que muitos dos hospitais mais afetados já adotaram racionamento e suspenderam esterilização, diagnósticos por imagem, limpeza, lavanderia e refeições durante horários específicos.
Além disso, cirurgias eletivas foram reduzidas ainda mais e médicos e enfermeiros estão alertando sobre iminentes cortes drásticos de serviços que irão fechar alas e hospitais.
Isso afetará diretamente centenas de pacientes, inclusive recém-nascidos e crianças, cujas vidas dependem de serviços de diálise, incubadoras e aparelhos de respiração em unidades de terapia intensiva, assim como outros aparelhos elétricos de suporte à vida e intervenções cirúrgicas.
“Após nossas visitas a diversos locais afetados em Gaza para avaliar a situação em primeira mão, pedimos para todas as partes despolitizarem a saúde e garantirem coletivamente que serviços vitais sejam mantidos”, destacou Rockenschaub.
Dependendo do número de horas de energia disponíveis, reservas atuais de combustíveis podem manter serviços hospitalares essenciais por mais alguns dias.
A OMS pediu para autoridades locais e todas as partes cumprirem suas responsabilidades e garantirem direito à saúde e acesso contínuo a serviços de saúde essenciais para todos os pacientes.