Água limpa, saneamento e alimentação continuam a ser prioridades de assistência humanitária no Haiti

Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários lembrou que 600 mil pessoas ainda estão em acampamentos e continuam a depender de ajuda para sua sobrevivência.

Chefe humanitária da ONU, Valerie Amos (à direita), sendo cumprimentada por moradores do acampamento Accra no Haiti, durante a sua visita em setembro de 2011.Acesso à água potável, saneamento e alimentos são as necessidades humanitárias prioritárias no Haiti durante o próximo ano, afirmou a chefe humanitária das Nações Unidas hoje (4/10), ressaltando que cerca de 600 mil pessoas ainda estão em acampamentos após o terremoto do ano passado e continuam a depender de ajuda para sua sobrevivência.

“Eles estão extremamente vulneráveis, enfrentando uma situação de insegurança alimentar, ameaça de cólera e de desastres naturais, como a atual temporada de furacões”, disse a Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, a jornalistas na sede da ONU em Nova York depois de sua visita de dois dias ao Haiti na semana passada.

Durante sua visita a um dos campos em um bairro da capital, Porto Príncipe, os moradores expressaram frustração por ter de continuar a viver em acampamentos, por não poderem alugar casas ou reparar suas próprias casas.

“O Presidente, os doadores e a população do Haiti querem um foco muito maior sobre o desenvolvimento e há uma considerável frustração pelo ritmo lento. Mas eu quero que todos se lembrem que a crise humanitária no Haiti ainda não terminou.”

Amos considera que, apesar dos importantes esforços que estão sendo feitos para colocar o país no caminho da recuperação, “significativas necessidades humanitárias permanecem e precisam ser enfrentadas”.

O número de pessoas que morrem de cólera, que já custou a vida de quase 6.500 pessoas no Haiti durante o ano um passado, está caindo, mas chuvas fortes no mês passado desencadearam novos surtos da doença em todo o país.