Equipe de monitoramento ambiental vai ajudar japoneses a responder ao derretimento parcial de reatores na central de Fukushima após terremotos; imperador diz, em rede nacional, que está ‘profundamente preocupado’.
Equipe de monitoramento ambiental vai ajudar japoneses a responder ao derretimento parcial de reatores na central de Fukushima após terremotos; imperador diz, em rede nacional, que está ‘profundamente preocupado’.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, informou que está enviando uma equipe de engenheiros nucleares ao Japão para ajudar o país após o derretimento parcial de reatores na usina de Fukushima.
O pedido foi feito pelo governo japonês, que indicou precisar de mais assistência na área ambiental.
Tchernobil
Segundo a Aiea, o que está ocorrendo no Japão é diferente do acidente nuclear de Tchernobil, há 25 anos, na Ucrânia. Nesta quarta-feira, o imperador Akihito, do Japão, fez um raro pronunciamento, em rede nacional, para dizer que estava “profundamente preocupado” com a situação das centrais atômicas do país.
O diretor da Aiea, Yukiya Amano, que é japonês, lembrou que os incêndios sofridos até agora foram causados pelo terremoto da sexta-feira, e os tremores subsequentes.
Após o desastre nuclear de Chernobil, em 1986, cerca de 8 milhões de pessoas foram expostas à radiação. Milhares contraíram câncer na tireoide e outras doenças.
Contato Constante
Amano disse que o envio da equipe é somente o começo da cooperação com o governo japonês. Ele disse que está também em contato constante com especialistas da Organização Mundial de Meteorologia, OMM, que estão ajudando com informações sobre a direção dos ventos.
Os relatos detectam para onde nuvens radioativas estariam se movimentando. Ele informou que a agência da ONU vai consultar o governo japonês sobre outras áreas onde poderia ser útil.
A Missão de Avaliação de Desastres da ONU está sobrevoando áreas, nesta quarta-feira, afetadas pelo terremoto e pelo tsunami.
Pior Crise
No domingo, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que o país estava vivendo a pior crise de sua história desde a Segunda Guerra Mundial.
A equipe, que trabalha em Tóquio, está analisando a área para o envio de uma missão de reconhecimento às cidades de Fukushima e Miyagi, onde mais de 10 mil pessoas podem ter morrido.
Nesta terça-feira, a Assembleia Geral da ONU fez um minuto de silêncio em memória das vítimas e em sinal de solidariedade aos japoneses.
O Unicef promteu ajudar crianças e jovens afetados pela tragédia. O diretor do Unicef, Anthony Lake, lembrou, que como em qualquer desastre, as crianças são as que mais sofrem as consequências.
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