A assistência financeira do Japão ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) foi crucial para melhorar a saúde sexual e reprodutiva e garantir os direitos de mulheres e jovens em muitos países africanos, disse o diretor-executivo da agência, Babatunde Osotimehin, em nota.

No Leste e no Sul da África, a assistência japonesa ajudou o UNFPA a atender as necessidades de meninas e mulheres. Foto: UNFPA
A assistência financeira do Japão ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) foi crucial para melhorar a saúde sexual e reprodutiva e garantir os direitos de mulheres e jovens em muitos países africanos, disse o diretor-executivo da agência, Babatunde Osotimehin.
No Leste e no Sul da África, a ajuda financeira permitiu atender as necessidades de meninas no Sudão do Sul, incluindo aquelas forçadas a fugir para a República Democrática do Congo, Uganda e Etiópia. Os esforços do UNFPA contribuíram para salvar vidas e aliviar o sofrimento de meninas e mulheres em necessidade de serviços de saúde reprodutiva e contra a violência baseada em gênero, disse o diretor-executivo do UNFPA em artigo publicado em agosto.
“No Norte da África, conseguimos fortalecer a capacidade das escolas de fornecer treinamento de qualidade e equipar laboratórios, assim como treinar parteiras e equipes médicas para prestarem serviços de emergência neonatais e para prevenir infecções”, declarou.
O UNFPA lançou na Somália um projeto de apoio ao sistema de saúde do país em 2015, que em um ano permitiu que 16,7 mil mulheres realizassem partos com segurança. A assistência financeira do Japão também foi utilizada para melhorar os espaços existentes para as mulheres e meninas sírias, particularmente vulneráveis à violência baseada em gênero no Egito.
O financiamento japonês também ajudou no combate ao ebola nos países afetados — Guiné, Serra Leoa e Libéria — e a garantir a dignidade e a cura de mulheres e meninas resgatadas da milícia Boko Haram no norte da Nigéria.
“Em geral, o Japão esteve entre os maiores financiadores do UNFPA, e seu apoio permitiu que a agência atingisse resultados significativos”, afirmou Osotimehin.
Segundo ele, apesar dos avanços, é necessário fazer mais. A África ainda tem altas taxas de mortalidade materna e estimadas 495 mortes a cada 100 mil nascimentos, segundo dados de 2015. “Somente sistemas de saúde fortes e resilientes, que não deixem ninguém para trás, podem mudar a situação”, declarou.
“A capacidade de sistemas de saúde fornecerem serviços abrangentes e holísticos, incluindo serviços de saúde reprodutiva e remédios emergenciais, ainda é fraca em muitos países africanos”, afirmou o diretor-executivo do UNFPA, completando que infraestruturas e recursos humanos insuficientes prejudicam a disponibilidade e qualidade dos serviços de saúde.
Além disso, muitos países ainda enfrentam situações de emergência e crises humanitárias. Mais de 65 milhões de pessoas estavam em necessidade de assistência humanitária na África Subsaariana em 2015 — incluindo mais de 10 milhões de pessoas deslocadas internamente, mais de 4 milhões de refugiados e mais de 50 milhões de pessoas afetadas por secas provocadas pelo El Niño no Leste e Sul da África. Milhões de pessoas também estão em risco com o fenômeno La Niña.