Além de combater a fome, ONU ajuda a impulsionar agricultura no Chifre da África

Agências da ONU têm trabalhado para enviar alimentos e acordar medidas que estimulem a agricultura, mas enfrentam déficit no orçamento.

Agências da ONU têm trabalhado em duas frentes para combater o agravamento da crise de alimentos no Chifre da África: através do envio de alimentos para uma área onde 640 mil crianças estão ameaçadas pela desnutrição, e com medidas de longo prazo para incentivar a recuperação da agricultura.

“É essencial que não apenas salvemos as vidas hoje, mas também salvemos os meios de vida dos quais as pessoas dependem amanhã”, disse o Coordenador Sênior de Emergência e Reabilitação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para a região, Rod Charters.

A FAO vai realizar, no próximo dia 18, uma reunião de alto nível sobre medidas para impulsionar a recuperação agrícola em curto prazo, como distribuição de sementes, armazenamento de alimentos e trabalho remunerado para a colheita agrícola. A agência já pediu 161 milhões de dólares para salvar vidas e meios de subsistência de milhares de agricultores e pastores de toda a região atingida pela seca, mas até agora só foram recebidos ou prometidos cerca de 57 milhões.

Nas últimas semanas, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) forneceu ajuda a oito milhões de pessoas, e pretende alcançar 11,5 milhões de pessoas afetadas pela seca e pela fome. Nesta terça-feira (09/08) teve início uma série de voos que levarão cerca de 800 toneladas de biscoitos energéticos para necessitados em Mombasa (Quênia).

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), por sua vez, também enviou esta semana um avião com suprimentos de emergência para ajudar milhares de deslocados na Somália. Assim como a FAO, o ACNUR enfrenta um déficit no orçamento, tendo recebido menos de 45% dos 65 milhões de dólares necessários para ajudar pessoas na Somália, Etiópia, Quênia e Djibuti.