Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos admite que oposição síria também cometeu violações

Para Navi Pillay, ataques da oposição afetam civis, mas não podem ser comparados àqueles cometidos pelo Estado. Pedido é para que criminosos sejam levados ao TPI.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou nesta terça-feira (28/02) que a oposição síria também cometeu violações de direitos humanos. Segundo Pillay, os ataques realizados por movimentos antigoverno contra forças de apoio a Bashar al-Assad estariam tendo consequências graves para civis.

“Grupos antigoverno também cometeram abusos, mas não comparáveis em escala e organização àqueles cometidos pelo Estado”, afirmou Pillay durante a 19ª sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, Suíça.

Segundo os relatos do governo sírio entregues ao Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), os principais alvos dos ataques armados são os setores de transporte, educação e saúde, além de haver fatalidades entre militares e policiais sírios. O Governo afirma que grupos terroristas armados disfarçados sob nomes diferentes cometem crimes contra sírios.

Apesar de reconhecer as violações cometidas pela oposição, a Alta Comissária ressaltou que a maioria dos protestos contra o governo de Bashar al-Assad são pacíficos. Pillay pediu que os crimes cometidos na Síria sejam julgados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e que Conselho de Direitos Humanos da ONU tenha um papel importante na proteção do povo.

“Mais do que nunca, aqueles cometendo atrocidades na Síria precisam entender que a comunidade internacional não vai ficar parada e assistir a esta carnificina, e que suas decisões e ações tomadas hoje não ficarão impunes”, completou Pillay.