Navi Pillay destacou a importância de proteger marginalizados, como povos indígenas, a comunidade LGBT, deficientes e idosos.
Nesta sexta-feira (02/03) a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, apresentou o relatório anual ao Conselho de Direitos Humanos, dizendo que este “2011 foi um ano crítico”. No documento ela também pediu que os governos intensifiquem medidas para proteger os direitos humanos de seus cidadãos, particularmente aqueles que enfrentam discriminação e aqueles que estão envolvidos com movimentos da sociedade civil.
“Foi um ano de desafios substanciais para os direitos humanos ligados às crises globais da economia, do clima, da energia e da alimentação, assim como à fome no Chifre da África, aos conflitos armados, ao racismo, à xenofobia e à pobreza persistente. Testemunhamos mobilizações de contestação de estruturas de poder repressivas e de formas falidas de governança”.
Ela destacou a importância de proteger marginalizados, como povos indígenas, a comunidade LGBT, deficientes e idosos, e listou atividades de seu escritório como o desenvolvimento de legislação criminalizando a discriminação baseada em castas do Nepal e o lançamento da Sociedade dos Povos Indígenas para avançar o direito dessas minorias de participar do processo de tomada de decisão sobre seu território tradicional.
Pillay falou ainda sobre imigração. “Opor-se à criminalização da migração irregular e prestar atenção às violações dos direitos humanos experenciadas pelos migrantes no contexto da primavera Árabe, foi um o foco do nosso trabalho este ano”. Ela também ressaltou que os países deveriam adotar uma abordagem baseada nos direitos humanos para o desenvolvimento que leve em consideração as necessidades dos trabalhadores sem deixar de lado os padrões ambientais.