ACNUDH pede empenho da Nigéria para acabar com violência sectária

Para Alta Comissária das ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, é essencial que lideranças condenem ataques e retaliações. Governo tem de garantir que não haja excesso de uso da força.

Um carro que foi queimado durante a repressão na Nigéria pelo grupo extremista islâmico conhecido como Boko Haram em julho de 2011A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu hoje (12/01) urgência por parte dos líderes religiosos e políticos da Nigéria no esforço para acabar com a violência sectária crescente desencadeada por uma série de recentes ataques realizados pelo grupo Boko Haram. Segundo ela, “todos perdem se o Boko Haram tiver sucesso em sua busca por criar discórdia entre católicos e muçulmanos”.

Ela pede também que  líderes do país “falem com uma única voz e atuem com firmeza para evitar que a situação já altamente perigosa saia do controle”. “É essencial que as lideranças, especialmente as islâmicas e cristãs, juntem forças e condenem toda a violência, incluindo retaliação, e encorajem seus seguidores a identificar e ajudar na prisão de todos os envolvidos em mortes e atos de violência que têm acontecido”.

Pillay acrescentou que “o Governo da Nigéria tem a obrigação de assegurar que todo o seu pessoal de segurança evite o uso excessivo de força, em respeito aos direitos humanos, e investigue se todas as precauções necessárias foram tomadas antes que os membros do exército recorram ao uso efetivo de munição”.