A Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, manifestou nesta terça-feira (21) profunda preocupação com a violência que irrompeu na Bielorrússia após as eleições presidenciais de domingo, incluindo o sequestro de candidatos da oposição, e pediu imediata libertação dos detidos.
A Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, manifestou nesta terça-feira (21) profunda preocupação com a violência que irrompeu na Bielorrússia após as eleições presidenciais de domingo, incluindo o sequestro de candidatos da oposição, e pediu imediata libertação dos detidos.
“Estou muito preocupada com o uso de força contra manifestantes que não participavam dos tumultos, violência e sequestro de candidatos da oposição e seus militantes, detenção de ativistas da oposição e defensores dos direitos humanos e busca e abuso de organizações não-governamentais independentes”, declarou em comunicado para a imprensa.
Um dos principais candidatos da oposição foi atacado a caminho de um comício na capital, Minsk, hospitalizado e posteriormente sequestrado por pessoas não identificadas, em meio à violência que irrompeu após a votação. Além disso, houve tentativas de militantes da oposição de invadir um prédio do governo, seguidas de detenção em massa de candidatos da oposição e seus apoiadores, ativistas dos direitos humanos e jornalistas.
Pillay condenou todas as incitações à violência por parte de algumas facções radicais da oposição. Ao mesmo tempo, sublinhou que “as autoridades competentes devem respeitar e garantir os direitos dos seus adversários políticos a manifestações pacíficas e de liberdade de expressão.”
A Alta Comissária pediu a libertação imediata dos candidatos da oposição e seus apoiadores que não se envolveram em atos de violência. Também pediu ao Governo da Bielorrússia a garantia de que defensores dos direitos humanos, jornalistas e organizações civis permaneçam livres de qualquer abuso. “Peço às partes envolvidas que abstenham-se da violência e demonstrem total respeito pelos direitos humanos”.