Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos condena ataques a jornalistas na Somália e na Bolívia

A Somália é o segundo país em número de assassinatos a profissionais da mídia, com 18 mortos este ano. ACNUDH cobrou dos governos medidas urgentes.

Porta-Voz do ACNUDH. (ONU)O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou hoje (30) os assassinatos de dois jornalistas na Somália, assim como um atentado contra um radialista boliviano e seu técnico de estúdio, na cidade Yacuiba. O ACNUDH pediu providências urgentes dos governos destes países nas punições dos responsáveis.

Na Bolívia, bandidos atearam fogo após jogarem gasolina no jornalista Fernando Vidal e em seu técnico de estúdio, no atentado ocorrido ontem (29), próximo à fronteira com a Argentina. Segundo relatos, ambos os profissionais sobreviveram às queimaduras.

Já o músico e radialista somali, Warsame Shire Awale, faleceu ontem após ser alvejado em uma emboscada. Um dia antes (28), o jornalista e produtor de outra rádio, Mohamed Mohamud Turyare, morreu em consequência de feridas recebidas em um ataque semelhante perto de sua casa, no dia 21 de outubro. Com estas mortes, o número de assassinatos a trabalhadores da imprensa na Somália este ano chega a 18, índice ultrapassado apenas pela Síria. A maioria destes assassinatos foi assumida pelo Al-Shabaab, grupo de radicais islâmicos somalis.

Em nota, o ACNUDH lamentou que tantos jornalistas morram por causa de seu trabalho no mundo e lembrou os governos de que eles são responsáveis por garantir o respeito à liberdade de expressão e àqueles que exercem esse direito.