“Toda razão de ser deste processo de revisão é focar na implementação dos compromissos relativos aos três pilares do tratado: o desarmamento nuclear, a não proliferação e usos pacíficos da energia nuclear”, disse representante da ONU durante encontro em Genebra.

Chefe do Escritório da ONU para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane, na abertura da segunda conferência preparatória das Partes do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré
As tensões sobre o programa nuclear do Irã e as ameaças da Coreia do Norte dominaram a abertura da segunda conferência preparatória das Partes no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (NPT, na sigla em inglês) em Genebra, nesta segunda-feira (22). O fórum tem o apoio das Nações Unidas.
Falando na abertura da conferência, a chefe do Escritório da ONU para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane pediu para que os Estados-Membros criem um ambiente propício que ajude a lidar com as ameaças nucleares colocadas pela Coreia do Norte e Irã.
“Toda razão de ser deste processo de revisão é focar na implementação dos compromissos relativos aos três pilares do tratado: o desarmamento nuclear, a não proliferação e usos pacíficos da energia nuclear”, disse Kane.
“O que é mais necessário agora nos fóruns do NPT é reviver um senso de progresso, por mais difícil que seja”, acrescentou.
A reunião do comitê preparatório vai durar duas semanas e ocorre em Genebra. O encontro concentra uma série de questões para preparar a agenda para a Conferência de Revisão de 2015.
O Tratado de Não Proliferação entrou em vigor em 1970 e tem como objetivo evitar a disseminação de armas nucleares e tecnologia de armas, promover a cooperação nos usos pacíficos da energia nuclear e promover a meta de alcançar o desarmamento nuclear e o desarmamento geral e completo.
A Coreia do Norte se retirou do NPT em 2003, mas o Irã continua a ser um dos signatários e uma das 189 partes do tratado.