Relatório registra que Europa impõe mais restrições para entrada. “Uma política geral de vistos restritiva significa perda de oportunidades para o crescimento econômico”, diz OMT.
Um relatório da Organização Mundial do Turismo (OMT), lançado nesta segunda-feira (28), mostra que a América e a região Ásia-Pacífico são mais abertaa aos turistas em termos de exigência de visto. O estudo comprova que os países europeus têm níveis mais elevados de restrição.
Na pesquisa, a OMT observou o percentual de pessoas que poderiam entrar no país sem o visto, obter um visto na chegada, ou tentar um visto eletrônico em vez do processo tradicional em 2012.
No caso da Ásia e do Pacífico, 20% da população mundial não precisou de visto para entrar, 19% poderia adquirir a permissão quando entrasse e 7% precisou solicitar o visto eletrônico. Na América, esses índices corresponderam respectivamente a 31%, 8% e 1%. Já na Europa, para cerca de 21% da população mundial não é requerido um visto, porém, apenas 6% é capaz de conseguir o documento na chegada e não há nenhum sistema de visto eletrônico.
“Uma política geral de vistos restritiva significa perda de oportunidades para o crescimento econômico e de empregos que o turismo pode trazer aos seus destinos”, disse o Secretário-Geral da OMT, Taleb Rifai.
A pesquisa mostrou que, em geral, houve um considerável progresso para facilitar a emissão de vistos nos últimos anos. A exigência de um visto de turista tradicional diminuiu de 77% da população do mundo em 2008 para 63% em 2012, com mudanças significativas nos últimos dois anos.
Desde 2010, 43 destinos facilitaram o processo de visto para os cidadãos de pelo menos 20 países, alterando suas políticas para facilitar a entrada.