A América Latina e o Caribe continua sendo a região com maior desigualdade social do mundo, afirmou nesta sexta-feira (06/05) a Administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark.
A América Latina e o Caribe continua sendo a região com maior desigualdade social do mundo, afirmou nesta sexta-feira (06/05) a Administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark. A declaração foi feita durante a abertura do Quarto Fórum Ministerial sobre Desenvolvimento na América Latina, que acontece na sede da ONU em Nova York (EUA).

“Ainda que a região não seja a mais pobre do mundo, é a mais desigual”, disse Clark, citando como algumas das razões para a desigualdade da região a contínua falta de qualidade dos serviços sociais e o acesso a eles; os desafios institucionais e regulatórios, como insegurança dos direitos de propriedade e acesso limitado à justiça e a falta de trabalhos decentes.
A Administradora ressaltou que os países da região devem lidar com a questão da desigualdade através de instrumento políticos específicos, e não tratá-la como um subproduto dos programas de redução de pobreza. “Estes instrumentos devem refletir a natureza multidimensional das desigualdades, através das dimensões políticas, econômicas e sociais, e devem ser criados para alcançar as pessoas mais pobres e vulneráveis, incluindo mulheres, indígenas e afrodescendentes.”
“O PNUD pode ajudar formulando políticas eficazes nestas áreas, extraídas de uma vasta experiência e conhecimento adquiridos com nosso trabalho em todo o mundo”, afirmou, observando que a palavra-chave para descrever a região é diversidade. “A resposta do PNUD para tratar das necessidades dos países de renda média deve estar baseada numa série de abordagens que possam responder às circunstâncias específicas de cada país”, completou.