Angelina Jolie pede mais segurança para civis na capital da Somália

Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Angelina Jolie, expressou ontem a sua preocupação com as vidas e o bem estar de milhares de pessoas deslocadas que estão presas na capital da Somália, Mogadíscio. Leia nota da ACNUR.

A Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Angelina Jolie, expressou ontem a sua preocupação com as vidas e o bem estar de milhares de pessoas deslocadas que estão presas na capital da Somália, Mogadíscio.

Mais de 170 mil somalis foram forçados a deixar as suas casas em todo o país desde o início do ano. Muitas pessoas foram mortas ou ficaram feridos nas últimas semanas em meio a um dos mais sangrentos combates até o momento.

A Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Angelina Jolie, visitou os campos de refugiados de Dadaab, no Quênia, em setembro de 2009. Foto: ACNUR/ B.Heger.
A Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Angelina Jolie, visitou os campos de refugiados de Dadaab, no Quênia, em setembro de 2009. Foto: ACNUR/ B.Heger.

“Estou profundamente preocupada com o desrespeito total e absoluto pela vida humana na Somália”, disse Jolie. “Outra tragédia se desenrola na Somália, como as violentas  batalhas de rua em Mogadíscio que provocam um sofrimento incrível, o deslocamento em massa das populações e perda de vidas”.

Enquanto milhares de pessoas fugiram de Mogadíscio, muitas ficaram para trás, deslocadas e sem meios para sair da cidade. “Eu receio pelas suas vidas”, disse Jolie. “Faço um apelo a todos aqueles que persistem em lutar que evitem atingir a população civil dos bairros próximos do conflito.”

A Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR acrescentou a sua voz aos apelos recentes feitos pelo Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, para que mais atenção e ajuda internacional seja prestada à população carente e vulnerável da Somália. A luta contínua e a insegurança geral tornam extremamente difícil o trabalho das agências humanitárias para assistir a população deslocada.

A crise humanitária na Somália é uma das piores no mundo atualmente, onde metade da população precisa urgentemente de ajuda humanitária. Há mais de 1,4 milhão de somalis deslocados dentro do país e 570 mil vivem como refugiados na região.

ACNUR Brasil
Assessoria de Comunicação
e-mail: informacao@unhcr.org