Atriz norte-americana pede que governo mantenha política aberta de refúgio. País abriga cerca de 56 mil refugiados, a grande maioria de origem colombiana.
Em sua primeira missão como Enviada Especial do Alto Comissariário da das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, a atriz norte-americana Angelina Jolie visitou o Equador nos dias 21 e 22 de abril e pediu ao governo que mantenha sua política aberta de refúgio. O país abriga cerca de 56 mil refugiados, a grande maioria de origem colombiana.
Esta foi a terceira vez que Jolie esteve no Equador para encontrar refugiados colombianos. A missão como Enviada Especial era avaliar a situação nas áreas urbanas e rurais destinadas aos refugiados da Colômbia, que sofrem há quase 50 anos com conflitos que já deslocaram internamente mais de 4 milhões de pessoas – além dos que se refugiaram em outros países.
Além de abrigar 56 mil refugiados, o Equador possui 21 mil solicitantes de refúgio e recebe 1,3 mil novos pedidos de refúgio a cada mês, todos eles de pessoas que deixaram a Colômbia para escapar da violência contínua no país de origem. Muitos vivem em áreas remotas e pobres no norte do Equador, próximas à fronteira entre os dois países.
A atriz começou a visita em Lago Agrio, capital da província de Sucumbíos, no norte do país, e passou pela vizinhança da cidade petrolífera de San Valentin, onde se encontrou com refugiados colombianos e cidadãos equatorianos que fazem parte de um grupo de jovens apoiado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR). Eles contaram a Jolie sobre as dificuldades vividas em áreas onde jovens são alvos frequentes de recrutamento por grupos armados e traficantes.
No domingo, a Enviada Especial visitou duas comunidades remotas de refugiados, localizadas na região ribeirinhas ao norte de Lago Agrio. Jolie também esteve novamente, dois anos depois da sua primeira visita, no povoado de Barranca Bermeja, no rio San Miguel, e se reuniu com membros da associação local de mulheres que recebe o apoio do ACNUR.
A Enviada Especial reuniu-se ainda com o ministro das Relações Exteriores equatoriano, Ricardo Patiño, e com outros funcionários do governo de alto escalão para discutir, em nome do ACNUR, a situação de proteção dos refugiados no Equador. Ela pediu ao ministro que o governo equatoriano mantenha o histórico de proteção aos refugiados, e que as pessoas vulneráveis tenham acesso a seus direitos no país.
Jolie ressaltou que é “muito importante que o ACNUR e o governo venham aqui dar assistência. Mas é importante também ajudar as pessoas locais a entender o que os refugiados viveram, ao que eles sobreviveram, quais são suas intenções. E suas intenções são simplesmente estar em segurança e terem uma vida segura e decente para sua família”.
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