Angola: OMS alerta que surto de pólio pode se espalhar

Organização Mundial de Saúde alertou para o alto risco da recente epidemia de poliomielite em Angola se espalhar para países vizinhos e pediu medidas para garantir que as crianças locais sejam vacinadas contra a doença.

A Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas (OMS) alertou para o alto risco da recente epidemia de poliomielite em Angola se espalhar para países vizinhos e pediu medidas para garantir que as crianças locais sejam vacinadas contra a doença.

Pelo menos 15 casos do poliovírus selvagem tipo I foram registrados em Angola desde o início do ano. A OMS disse, em uma atualização publicada nesta semana, que o padrão dos casos é um indício de que a epidemia está em expansão. Todos os casos detectados desde fevereiro foram registrados em áreas anteriormente consideradas livres da poliomielite, sempre na capital, Luanda, ou em cinco províncias – Bié, Bengo, Huambo, Lunda Norte e Lunda Sul. Outro caso geneticamente relacionado foi detectado na província vizinha da República Democrática do Congo (RDC) no início do ano.

A OMS declarou que a cobertura da vacinação da poliomielite precisa melhorar substancialmente. Cerca de 25% das crianças não foram atentidas regularmente durante campanhas de imunização suplementar nos últimos 18 meses. Uma ação urgente é necessária para assegurar que todas as crianças em Angola sejam alcaçadas pela vacina oral no próximo mês e em setembro – quando, segundo a agência da ONU, estão programadas rodadas subsequentes das vacinas.

A Organização também pediu aos países da região que reforcem sua vigilância da doença para possibilitar uma rápida resposta, caso comecem a ocorrer casos em suas jurisdições. Além disso, pede aos viajantes que se direigem para ou vem de Angola que se certifiquem de estarem totalmente vacinados contra a pólio.

Vale lembrar que a pólio ou poliomielite é uma doença altamente contagiosa e às vezes fatal, muitas vezes marcada por paralisia flácida aguda. Ela foi erradicada em grande parte do mundo, mas a experiência mostra que o vírus pode viajar para longe de formar relativamente rápida.

Saiba mais sobre a situação da pólio em Angola, em inglês, clicando aqui.