Apesar das crescentes ameaças, membros das forças de paz da ONU permanecem dedicados a servir

No Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, celebrado anualmente no dia 29 de maio, representantes das operações de paz destacaram crítico contexto atual, onde um capacete-azul é morto a cada dia.

Mais de um milhão de militares, policiais e civis serviram nas forças de paz das Nações Unidas ao longo dos anos e, apesar das crescentes ameaças à segurança e dos sacrifícios que vêm junto ao ser implantado em ambientes desafiadores, mais de 125 mil mulheres e homens continuam a trabalhar pela paz em 16 missões.

“Essa é uma das mais admiráveis características na manutenção de paz. Apesar de todo o perigo e dos riscos, eles querem ir até esses lugares e contribuir”, disse o subsecretário-geral assistente da ONU para Operações de Paz, Edmond Mulet. “Isso é o que admiramos e apreciamos enormemente e é por isso que celebramos o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz anualmente no dia 29 de maio, para expressar nossa gratidão a eles”, acrescentou Mulet durante entrevista para o Centro de Notícias da ONU.

Em seus 70 anos de existência, a ONU estabeleceu 71 operações de manutenção de paz. Mais de um milhão de pessoas serviram como membros das forças de paz, ajudando países a conquistar sua independência, apoiando eleições históricas, protegendo civis, desarmando centenas de milhares de ex-combatentes, estabelecendo o Estado de Direito, promovendo os direitos humanos e criando condições para refugiados e pessoas deslocadas retornarem para suas casas.

Desafios para as missões de paz

Mulet observou que quase todos os dias um membro das forças de paz perde a vida, especialmente no Mali, a “missão mais perigosa que temos neste momento”, completou, onde desde seu início, há dois anos, 50 pessoas morreram.

“Diante da natureza dos desafios que eles enfrentam no terreno, estamos experimentando novas ferramentas para melhorar a segurança do nosso pessoal, e também queremos aprimorar a maneira que eles cumprem seus mandatos”, disse o chefe da ONU para as operações de paz, Hervé Ladsous.

Para analisar as ameaças e explorar como responder a estes desafios, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, designou um Painel Independente de Alto Nível para revisar o status das operações de paz da ONU e indicar as necessidades futuras. O primeiro relatório será apresentando na metade de junho e ajudará a determinar os novos rumos das operações de paz para os próximos 15 anos.