Apesar de avanços, crise na Ucrânia ainda preocupa, diz ONU

Segundo fontes oficiais, 423 pessoas foram mortas entre 15 de abril a 20 de junho. Também houve aumento no número de sequestros e detenções por parte de grupos armados.

Treinamento militar em Kiev, capital da Ucrânia. Foto: Portal do Governo da Ucrânia

“Há sinais encorajadores em relação à diminuição dos conflitos na Ucrânia; ações políticas e diplomáticas estão começando a surgir para resolver a crise”, disse o secretário-geral assistente da ONU para Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun, em declaração ao Conselho de Segurança da ONU, nesta terça-feira (24). Segundo ele, o avanço positivo deve-se ao plano de paz do presidente Petro Poroshenko.

Na última sexta-feira (20), o presidente anunciou um cessar-fogo de sete dias para dar aos grupos armados uma oportunidade para se desarmar. “No geral, o cessar-fogo está sendo mantido”, afirmou Zerihoun. “A comunidade internacional precisa apoiar a Ucrânia nesta crise e encontrar uma solução pacífica e duradoura para os desafios que o país enfrenta”, acrescentou.

Mesmo com avanços positivos, o secretário-geral assistente das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ivan Simonovic, alertou ao Conselho sobre a atual situação do país.

Fontes oficiais afirmam que 423 pessoas, incluindo militares e civis, foram mortos, entre 15 de abril a 20 de junho deste ano. Houve também aumento no número de sequestros e detenções por parte dos grupos armados, bem como em abusos dos direitos humanos.

Ao longo das últimas semanas, o número de pessoas deslocadas internamente também dobrou na Ucrânia, chegando a mais de 15 mil nas regiões de Donetsk e Luhansk.