Apesar de esforços para transição política na Líbia, ONU alerta para desafios à frente

Diversos fatores vêm dificultando a transição na Líbia, como por exemplo disputas armadas entre brigadas e a inexperiência na elaboração da legislação eleitoral.

Representante Especial Ian Martin. (ONU/Ryan Brown)A Líbia está passando por uma difícil transição, tendo herdado instituições estatais fracas e uma ausência de partidos políticos, disse ontem (25/1) o Representante Especial do Secretário-Geral no país, Ian Martin. No entanto, Martin enfatizou que o governo interino se comprometeu a enfrentar os desafios.

“O antigo regime pode ter sido derrubado, mas a dura realidade é que o povo líbio continua a viver com seu antigo e profundo legado; instituições fracas e por vezes ausentes, juntamente com a longa ausência de partidos políticos e de organizações civis, fazem com que a transição seja mais difícil”, ressaltou Martin, que também é chefe da Missão das Nações Unidas de Apoio na Líbia (UNSMIL).

Martin reiteirou que a segurança continua sendo a principal preocupação, observando que os eventos do mês passado demonstraram os riscos associados com à contínua abundância de armas nas ruas e com as diversas “brigadas” armadas. Martin disse, no entanto, que o Conselho Nacional de Transição (CNT) está criando as bases para o estabelecimento de um governo democrático.

No entanto, a combinação de um cronograma apertado, a inexperiência na elaboração da legislação eleitoral, falhas na comunicação e a falta de mecanimos apropriados para a consulta impôs limitações no processo de escolha da lei eleitoral.