Apesar dos perigos, ONU continuará levando ajuda para a população na Síria, afirma chefe humanitária

ONU tem atualmente 4.500 funcionários na Síria trabalhando com organizações não governamentais para ajudar aqueles que precisam, tanto nas áreas controladas pelo governo como pela oposição.

A cada dia caminhões levam quatro milhões de litros de água para os refugiados no campo de Za'atari, na Jordânia. Foto: IRIN/Heba Aly

A cada dia caminhões levam quatro milhões de litros de água para os refugiados no campo de Za’atari, na Jordânia. Foto: IRIN/Heba Aly

“A Síria e os países vizinhos estão passando por uma crise humanitária em uma escala raramente vista”, afirmou nesta sexta-feira (6) a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários e coordenadora da ajuda de emergência da organização, Valerie Amos, que acaba de voltar do país em guerra. Ela ressaltou que, apesar das “condições muito difíceis e perigosas”, as organizações de ajuda humanitária estão empenhadas em continuar o seu trabalho.

Falando com jornalistas em teleconferência desde o Líbano, Amos reiterou o compromisso da organização em continuar suas operações de socorro dentro da Síria, bem como nos países vizinhos, acrescentando que é fundamental proteger os civis em meio à crescente violência.

“A luta tem  um impacto terrível sobre pessoas comuns. Bairros foram bombardeados indiscriminadamente e cidades inteiras estão sitiadas.”

A ONU tem atualmente cerca de 4.500 funcionários na Síria trabalhando com organizações não governamentais para ajudar as pessoas que precisam, tanto nas áreas controladas pelo governo como naquelas nas mãos da oposição.