Apoiada por fundos de 238,5 milhões de dólares, ONU vai vacinar haitianos contra o cólera

República Dominicana também será beneficiada por medidas de combate à doença, que incluem a expansão dos sistemas de água potável, saneamento e ações educativas.

As Nações Unidas vão vacinar haitianos e dominicanos contra o cólera, além de expandir os sistemas de água potável e saneamento na Ilha Hispaniola. Para isso, a Organização acrescentará mais 23,5 milhões de dólares aos 118 milhões já gastos para combater a doença na região. As medidas anunciadas nesta terça-feira (11) contarão ainda com 215 milhões de dólares dos fundos de doadores internacionais.

“A iniciativa vai investir em prevenção, tratamento e educação. Terá uma abordagem holística para enfrentar o desafio do cólera”, disse o Secretário-Geral, Ban Ki-moon.

“Como as vacinas globais estão em falta, vamos começar pelas zonas de alto risco: áreas urbanas densamente povoadas e áreas rurais muito distantes dos serviços de saúde”, explicou Ban. “Com o aumento da produção, o esforço de vacinação terá seu alcance expandido”, garantiu.

O programa – lançado na sede da ONU em Nova York, Estados Unidos, na presença de autoridades do Haiti e da República Dominicana – apoiará a “Iniciativa para a Eliminação do Cólera na Ilha Hispaniola”, estabelecida pelos governos locais há quase um ano.

De acordo com o Secretário-Geral, o Haiti precisará de quase 500 milhões de dólares nos próximos dois anos para implementar o próprio plano nacional de combate à doença.

A epidemia de cólera no Haiti começou em outubro de 2010, dez meses após o país ser atingido pelo terremoto considerado o maior desastre natural da história ocidental. Desde então, 7.750 pessoas morreram e mais de 620 mil foram infectadas.