‘Apoio do Conselho de Segurança é fundamental para processo de paz na Colômbia’, diz enviado da ONU

Representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault, pediu que o Conselho de Segurança dê forte atenção e apoio ao processo de paz do país. Ele atualizou o órgão da ONU sobre os constantes desafios que o processo colombiano enfrenta, e falou das muitas oportunidades sólidas que o acordo tem.

Representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault, atualizando o Conselho de Segurança sobre a situação do processo de paz na Colômbia. Foto: ONU / Rick Bajornas

Representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault, atualizando o Conselho de Segurança sobre a situação do processo de paz na Colômbia. Foto: ONU / Rick Bajornas

O representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault, pediu na terça-feira (11) que o Conselho de Segurança dê forte atenção e apoio ao processo de paz do país.

Ele atualizou o órgão da ONU sobre os constantes desafios que o processo colombiano enfrenta, e falou das muitas oportunidades sólidas que o acordo tem.

“Apesar dos contratempos, como a incapacidade de alcançar o primeiro marco do processo, na semana passada, o presidente Juan Manuel Santos Calderón e o secretariado das FARC reafirmaram sua determinação em fazer todo o possível para cumprir o objetivo original do abandono das armas no início de junho”, destacou Arnault.

Arnault também informou o Conselho sobre os progressos alcançados nas últimas semanas, com os membros das FARC acessando o sistema subsidiado de saúde do país.

Além disso, expressando esperança com o processo de cessar-fogo do país, o enviado especial disse que o calendário para o desarmamento também poderia ser ajustado sem prolongar o prazo de 180 dias.

Sobre os desenvolvimentos legislativos na Colômbia, Arnault informou ao Conselho acerca da recente aprovação pelo Congresso de uma lei de anistia que exclui crimes graves.

“A iniciativa foi um pedido-chave da organização guerrilheira e, além de pavimentar o caminho para a libertação condicional de cerca de 4 mil prisioneiros, deve facilitar o primeiro passo fundamental para a retirada das armas”, observou.

Arnault acrescentou que, na próxima semana, espera-se que o Congresso adote projetos de lei para estabelecer estruturas de verdade, justiça e reparação, incluindo a Jurisdição Especial para a Paz, a Comissão da Verdade e a Unidade de Busca de Pessoas Desaparecidas.

O enviado ainda falou sobre o trabalho realizado pela Missão da ONU no país, que ele lidera, bem como do mecanismo de verificação tripartite, que já foi implementado em vários locais.