Em encontro com nações que, juntas, abrigam em torno de três milhões de sírios deslocados, agência da ONU destacou que o auxílio prestado continua “pequeno em relação à demanda”.

Chefe do ACNUR, António Guterres se encontra com família síria em situação de refúgio durante uma visita a um campo na Turquia. Foto: ACNUR
Nesta terça-feira (6), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) se reuniu em Amã, capital da Jordânia, com os representantes dos principais países acolhedores de refugiados sírios, que convidaram a comunidade internacional a buscar uma solução para os danos humanitários que a guerra civil vem causando na Síria e em regiões vizinhas.
“O alastramento dos conflitos resultou em graves encargos para os países aqui reunidos”, disse Nasser Judeh, ministro das Relações Exteriores da Jordânia. “Apelamos às demais nações para que sejam mais ativas e estejam dispostas a compartilhar de nossos fardos.” Com Judeh, estavam presentes também autoridades do Iraque, Líbano, Turquia e Egito.
Juntos, os cinco países hospedam cerca de três milhões de refugiados sírios, o que tem colocado enorme pressão em seus orçamentos e infraestrutura. Após a reunião, foi divulgado um comunicado pedindo o aumento da assistência financeira a esses e outros países que são destino de refugiados, bem como a manutenção de fronteiras abertas aos sírios que ainda buscam proteção.
“A verdade é que o apoio internacional para com os governos e comunidades acolhedoras tem sido pequeno em relação à demanda”, disse António Guterres, chefe do ACNUR. “Devido ao caráter prolongado da crise, este apoio precisa aumentar consideravelmente nos próximos meses.”